Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
02horas
:
38min
:
15seg
Brasil

Quem é Lincoln Gakiya, promotor considerado o "inimigo número 1" do crime

Promotor do Gaeco vive sob escolta há 10 anos e detalha as novas táticas do crime

2 min

10/05/2026 20:03 • Atualizado há 167 dias

Quem é Lincoln Gakiya, promotor considerado o "inimigo número 1" do crime

Considerado o inimigo número um do crime organizado, o promotor Lincoln Gakiya é a peça central de uma engrenagem que tenta frear a expansão das facções no Brasil. Integrante do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), sua trajetória se confunde com a própria história da luta contra o PCC.

Continua depois da publicidade

Gakiya é o entrevistado do Canal Livre deste domingo (10). Dentre os temas abordados, ele fala sobre os 20 anos do maior ataque da facção no estado de São Paulo e os desafios do combate ao crime organizado.

O trabalho de Gakiya ultrapassa a simples investigação de rua. Ele foi o mentor estratégico da transferência da cúpula da facção para o sistema federal em 2019, um movimento que alterou o equilíbrio de poder no sistema prisional. Para o promotor, o isolamento dos líderes é o "oxigênio" que falta para sufocar o comando das ruas.

Viver sob escolta 24 horas por dia não é apenas um protocolo, mas uma necessidade vital. No último ano, operações de inteligência revelaram que planos de atentados contra sua vida continuam sendo uma prioridade para o crime organizado. Mesmo diante das ameaças, Gakiya mantém a postura combativa em fóruns públicos, alertando para o que chama de "mafização" das facções — o momento em que o lucro ilícito começa a lavar dinheiro em setores legítimos da economia e da política.

Continua depois da publicidade

Em 2026, o diagnóstico do promotor é claro: o combate ao crime organizado exige uma união nacional que vá além da segurança pública, focando na inteligência financeira. Gakiya defende que, sem o bloqueio de bens e a cooperação entre estados, as facções continuarão a evoluir de grupos criminosos para verdadeiras corporações transnacionais.