
Retrospectiva 2025 Internacional
Reuters
Resumo
O ano de 2025 foi marcado pela posse de Donald Trump nos EUA, aumento de tensões comerciais, militares e diplomáticas, incluindo tarifações de produtos estrangeiros, conflitos com China, Irã, Venezuela e questões migratórias, além de sua atuação decisiva em um acordo de paz entre Israel e Hamas.
Desastres naturais e acidentes graves impactaram o cenário mundial, como incêndios devastadores em Los Angeles, terremoto de magnitude 8,8 na Rússia com milhares de mortos e tsunami, apagão em diversos países europeus e o incêndio mais mortal em Hong Kong em 75 anos.
Mudanças históricas e eventos de grande repercussão ocorreram com a morte do papa Francisco após internação, eleição do americano Robert Prevost como papa Leão XV, roubo milionário no Museu do Louvre com oito presos e investigações em andamento, além de respostas e revisões de segurança em patrimônios culturais.
O ano de 2025 foi marcado por uma série de eventos que abalaram cenários globais, da política internacional a desastres naturais e momentos históricos da Igreja Católica. A esfera política e militar foi dominada pelo novo período presidencial de Donald Trump, que rapidamente elevou tensões comerciais e geopolíticas.
No campo dos fenômenos naturais, Los Angeles enfrentou um início de ano catastrófico e o extremo leste da Rússia sofreu o sismo mais forte em mais de uma década.
Segundo mandato de Donald Trump
Donald Trump foi empossado como presidente dos Estados Unidos em janeiro de 2025, marcando a segunda vez do republicano no comando da Casa Branca e se tornando o 47º presidente do país. Sua campanha foi marcada por uma ofensiva protecionista sob o lema “America First”.
Um dos focos do governo americano neste ano foram as tarifas comerciais, que ficou popularmente conhecida no Brasil como tarifaço. A Ordem Executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, elevou o valor da tarifa de importação de produtos brasileiros para 50%, mas teve 700 exceções, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes.
A China foi o principal país afetado pela decisão do governo americano com tarifas de 100% em produtos importados.
Imigração ilegal também foi dos focos de Trump, houve muitos imigrantes deportados e presos nos Estados Unidos. Em janeiro, brasileiros deportados chegaram algemados ao Brasil e, ao serem recebidos, foram imediatamente liberados das algemas.
O presidente americano bateu boca com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante reunião na Casa Branca que acabou sem nenhum acordo assinado, e aumentou a incerteza sobre um possível cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia naquele momento.
Incêndios em Los Angeles
No início do ano, incêndios queimaram o equivalente a cinco campos de futebol por minuto em Los Angeles, nos Estados Unidos. A onda de queimadas começou em 7 de janeiro e forçou a evacuação de mais de 150 mil pessoas, deixou pelo menos 29 mortos e mais de 16 mil estruturas destruídas.
A empresa privada de meteorologia AccuWeather estimou que os danos e as perdas econômicas poderiam chegar a 275 bilhões de dólares (R$ 1,6 trilhão).
Apagão na Europa
Em abril, toda a Espanha e outros países da Europa enfrentaram um apagão. Portugal, França, Bélgica, Alemanha e Itália também registraram queda de energia em cidades e capitais.
Milhões de pessoas foram afetadas pelo corte de energia. A falta de energia durou entre 10 e 20 horas, dependendo da região.
Segundo a ministra de Energia da Espanha, Sara Aagesen, uma queda de energia em uma subestação em Granada, seguida de falhas em Badajoz e Sevilha acabou causando o apagão sem precedentes.
Morte Papa Francisco
O primeiro papa da América Latina Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, morreu aos 88 anos. Ele era argentino e foi eleito em 2013. A escolha do nome se deu pois nenhum Santo Padre antes dele defendeu refugiados, os sem-teto e lutou pela proteção da Criação e do clima.
O pontífice faleceu após enfrentar uma pneumonia bilateral e passar 38 dias internado no hospital. Ele chegou a receber alta em 23 de março, mas em 21 de abril, o Vaticano divulgou o comunicado da morte.
Leão XIV: Cardeal Robert Prevost o novo papa
Após a morte do papa Francisco, a igreja católica elegeu Leão XIV, ou Robert Prevost. O pontífice nasceu em Chicago, e se tornou o primeiro Papa dos Estados Unidos e o segundo das Américas.
A votação que terminou com a decisão do nome do novo papa foi finalizada na quarta seção, onde 132 cardeais votantes decidiram quem seria o novo líder da Igreja Católica.
A fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina e os sinos da Basílica de São Pedro tocaram, o nome do papa recém-eleito foi divulgado ao mundo em um pronunciamento em latim.
Estados Unidos atacam Irã
Os EUA realizaram um ataque contra instalações nucleares do Irã, entrando diretamente na campanha militar que Israel vem executando contra o regime de Teerã. O ataque americano marcou uma nova escalada de tensão na região.
O Irã confirmou que suas instalações foram atingidas, mas tentou minimizar os efeitos. Já o presidente Donald Trump afirmou que o ataque destruiu "completamente” três complexos nucleares.
Em resposta ao bombardeio de suas instalações atômicas, o Irã atacou a principal base americana no Oriente Médio, e foi classificado, por muitos analistas, como “simbólico”. O Irã avisou, com antecedência, os Estados Unidos e o Catar que iria bombardear a base aérea. A tensão entre os países começou há cerca de 70 anos.
EUA x Venezuela
A chegada de Donald Trump ao poder no começo deste ano nos Estados Unidos marcou uma escalada nas tensões militares com a Venezuela.
Em agosto, os EUA aumentaram a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente Nicolás Maduro; e começaram a enviar navios, jatos e um submarino nuclear ao mar do Caribe.
Em setembro, forças americanas começaram a atacar barcos no Caribe e no Pacífico. O governo americano diz que as embarcações estavam transportando drogas da América do Sul para os EUA.
Os EUA também autorizaram operações especiais da agência de inteligência CIA na Venezuela e ameaçaram realizar uma ação terrestre no país. No final de novembro, o governo americano fechou o espaço aéreo venezuelano.
Em dezembro, Trump anunciou que ordenou um bloqueio "total e completo" de todos os petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela.
Cessar-fogo entre Israel e Hamas
O presidente Donald Trump assinou o documento que simboliza o acordo de paz entre Israel e Hamas. A cerimônia aconteceu na Cúpula de Paz, realizada no Egito, um dos mediadores do cessar-fogo. Além do norte-americano, mais de 20 líderes mundiais participaram do ato.
Trump ainda destacou a união dos países para alcançar o acordo de paz em Gaza, em discurso na cerimônia de paz no Egito. Na ocasião, ele voltou a agradecer os países mediadores pelo cessar-fogo na região e destacou o retorno de civis para suas casas.
Roubo Museu do Louvre
O roubo no Louvre, em Paris, abalou a segurança do museu mais famoso do mundo, levantou sérias preocupações sobre a proteção do patrimônio histórico.
O Ministério Público de Paris anunciou que - até o momento - oito pessoas foram presas suspeitas de estarem relacionadas ao impressionante roubo.
As autoridades seguem em busca das joias valiosas, estimadas em R$ 550 milhões, mas o grande temor é que as peças possam nunca ser recuperadas e anunciaram que, após este episódio, a segurança do museu será revisada e aprimorada.
Terremoto na Rússia se tornou o mais forte no mundo desde 2011
Um terremoto de magnitude 8,8 que atingiu a costa da Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, foi o sismo mais forte registrado no mundo desde 2011, quando um tremor de magnitude 9 atingiu o Japão e provocou um tsunami e um desastre nuclear na usina de Fukushima.
O tremor, seguido por um tsunami, deixou dezenas de milhares de mortos ou desaparecidos. Além disso, provocou a destruição de três reatores da usina nuclear de Fukushima, um dos piores acidentes nucleares da história.
Incêndio em prédios de Hong Kong
O desastre no complexo Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, é o incêndio mais mortal em Hong Kong em mais de 75 anos, deixando pelo menos 156 mortos e dezenas de desaparecidos.
Construídos em 1983, os prédios passavam por uma renovação quando o incêndio começou. O conjunto tem 1.984 apartamentos para cerca de 4.600 moradores, quase 40% com 65 anos ou mais, segundo censo governamental de 2021.
A causa do incêndio é desconhecida, mas uma investigação preliminar apontou que a velocidade de propagação das chamas foi incomum por conta das estruturas de bambu do lado de fora.
A intensidade do calor impediu a entrada de bombeiros nos edifícios para operações de resgate, disse à imprensa Derek Armstrong Chan, subdiretor dos serviços de bombeiros.
No total, 767 bombeiros atuaram no local, com 128 caminhões de combate a incêndio, 57 ambulâncias e cerca de 400 policiais.
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