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RJ: PM é afastado após agredir estudantes que denunciavam professor

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o agente da PM dando dois tapas no rosto de uma representante dos alunos da unidade e um soco no rosto do colega dela, que chega a cair no chão

Por Redação
REDAÇÃO

26/03/2026 • 12:01 • Atualizado em 26/03/2026 • 12:01

Resumo

Confusão ocorreu em colégio estadual do Rio de Janeiro após denúncias de assédio contra um professor, levando membros de organizações estudantis e estudantes a uma reunião que resultou em agressões cometidas por um policial militar, incluindo tapas e soco, além de uso de gás de pimenta.

Vídeos nas redes sociais mostraram a violência, e relatos de vítimas como João Victor Herbella, representante do DCE-UFRJ, destacaram o impacto físico e emocional nos estudantes, que continuam inseguros e prometem protestos, enquanto alunos afirmam que denúncias contra o professor são recorrentes e o medo aumentou após o episódio.

Secretaria de Estado de Educação instaurou sindicância interna para apurar a conduta do professor, não confirmou afastamento, repudiou a violência policial, garantiu apoio aos estudantes e registrou o caso na delegacia do Catete para investigação.

Um Policial Militar foi afastado depois de agredir estudantes em um colégio estadual no Rio de Janeiro. O caso aconteceu quando membros de organizações estudantis foram até o colégio a pedido dos próprios alunos após uma denúncia de assédio por parte de um professor. Durante a reunião, uma confusão se instaurou e o PM que estava no local agrediu dois estudantes.

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Vídeos publicados nas redes sociais mostram o agente da PM dando dois tapas no rosto de uma representante dos alunos da unidade e um soco no rosto do colega dela, que chega a cair no chão. O agente ainda utilizou gás de pimenta para dispersar o grupo que estava na escola.

Segundo as Associações Municipal e Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio, as vítimas do docente estavam inseguranças com o fato do acusado não ter sido afastado. Os grupos que representam os interesses dos estudantes foram até o local acompanhar a criação de um abaixo-assinado.

Durante a reunião, a Secretaria de Estado de Educação acionou a Polícia Militar para garantir a segurança durante as conversas.

Depoimentos

A BandNews FM conversou com um representante do DCE-UFRJ, João Victor Herbella que foi um dos agredidos pelo policial. Ele conta que precisou passar leite de magnésia no corpo para conter os efeitos do gás lacrimogêneo e que as associações vão continuar protestando em prol dos alunos.

A reportagem conversou com um aluno do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti que, com a identidade preservada e a voz distorcida, relatou que as denúncias de assédio contra o professor acusado são frequentes e que os alunos estão com medo depois do episódio.

Posição da Secretaria de Estado de Educação

Procurada, a Secretaria de Estado de Educação afirmou que instaurou sindicância interna para apurar a conduta do professor. A pasta no entanto, não respondeu se o profissional será afastado das atividades.

Sobre as agressões do policial, a Secretaria informou que não compactua com qualquer forma de violência no ambiente escolar, e que a prática é incompatível com os princípios que orientam a educação pública.

A Seeduc reforçou que vai dar apoio aos estudantes envolvidos e seus familiares. O caso foi registrado na delegacia do Catete, que vai conduzir as investigações.