Band Jornalismo

Rubio diz que Maduro recusou acordos antes de ser capturado

Secretário de Estado afirmou que operação militar ocorreu após esgotamento de opções; Maduro esperava negociar com um novo governo.

Da redação
DA REDAÇÃO

28/01/2026 • 14:33 • Atualizado em 28/01/2026 • 14:33

Nicolás Maduro é levado para tribunal nos EUA

Nicolás Maduro é levado para tribunal nos EUA

REUTERS/Adam Gray

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (28) que o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro era um "impedimento ao progresso" da região. Em audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado, Rubio detalhou que Maduro recusou diversas tentativas de acordo com a administração Trump antes de ser capturado em uma operação militar surpresa no dia 3 de janeiro.

Compartilhar

A declaração ocorreu menos de um mês após a destituição de Maduro. Segundo o chefe da diplomacia americana, a ação militar foi uma medida extrema adotada pelo governo dos Estados Unidos somente após o fracasso de todas as outras vias diplomáticas e políticas disponíveis para resolver a crise no país sul-americano.

Esgotamento de alternativas diplomáticas

Para os senadores, Rubio enfatizou que a captura foi o desdobramento final de um processo marcado pela intransigência do líder venezuelano. O secretário destacou que o diálogo com o antigo regime havia se tornado impossível devido ao histórico de promessas não cumpridas por parte de Caracas.

"Esta era uma opção que estava disponível para o presidente depois de esgotar todas as outras opções", declarou Rubio ao comitê. Ele reforçou que a decisão de avançar com a operação militar foi fundamentada na falta de cooperação de Maduro nos meses anteriores à ação.

Estratégia de ganho de tempo

Durante seu depoimento, o Secretário de Estado criticou a postura de Nicolás Maduro nas negociações internacionais. Rubio afirmou que o venezuelano quebrou tantos acordos que "nem mesmo o Vaticano" aceitava mais mediar conversas ou negociar com o antigo governante.

Na visão de Marco Rubio, a resistência de Maduro em selar um pacto com o governo de Donald Trump fazia parte de uma estratégia política deliberada para se manter no poder. O objetivo seria prolongar a crise para aguardar uma mudança no cenário político dos Estados Unidos.

"O que ele queria fazer era nos enrolar e ganhar três anos de tempo, até que pudesse lidar com uma nova administração que ele pensava que poderia ser mais favorável", acrescentou o secretário. A análise sugere que Maduro apostava em uma futura alternância de poder em Washington para obter termos de negociação menos rígidos.

*com informações de agências internacionais