
Nicolás Maduro é levado para tribunal nos EUA
REUTERS/Adam Gray
O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (28) que o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro era um "impedimento ao progresso" da região. Em audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado, Rubio detalhou que Maduro recusou diversas tentativas de acordo com a administração Trump antes de ser capturado em uma operação militar surpresa no dia 3 de janeiro.
A declaração ocorreu menos de um mês após a destituição de Maduro. Segundo o chefe da diplomacia americana, a ação militar foi uma medida extrema adotada pelo governo dos Estados Unidos somente após o fracasso de todas as outras vias diplomáticas e políticas disponíveis para resolver a crise no país sul-americano.
Esgotamento de alternativas diplomáticas
Para os senadores, Rubio enfatizou que a captura foi o desdobramento final de um processo marcado pela intransigência do líder venezuelano. O secretário destacou que o diálogo com o antigo regime havia se tornado impossível devido ao histórico de promessas não cumpridas por parte de Caracas.
"Esta era uma opção que estava disponível para o presidente depois de esgotar todas as outras opções", declarou Rubio ao comitê. Ele reforçou que a decisão de avançar com a operação militar foi fundamentada na falta de cooperação de Maduro nos meses anteriores à ação.
Estratégia de ganho de tempo
Durante seu depoimento, o Secretário de Estado criticou a postura de Nicolás Maduro nas negociações internacionais. Rubio afirmou que o venezuelano quebrou tantos acordos que "nem mesmo o Vaticano" aceitava mais mediar conversas ou negociar com o antigo governante.
Na visão de Marco Rubio, a resistência de Maduro em selar um pacto com o governo de Donald Trump fazia parte de uma estratégia política deliberada para se manter no poder. O objetivo seria prolongar a crise para aguardar uma mudança no cenário político dos Estados Unidos.
"O que ele queria fazer era nos enrolar e ganhar três anos de tempo, até que pudesse lidar com uma nova administração que ele pensava que poderia ser mais favorável", acrescentou o secretário. A análise sugere que Maduro apostava em uma futura alternância de poder em Washington para obter termos de negociação menos rígidos.
*com informações de agências internacionais
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