
Marco Rubio, secretário de estado dos EUA
Umit Bektas/Reuters
Resumo
Declaração do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirma que a Venezuela entende a necessidade de cooperação com o governo Trump e que há um processo de transição após a queda de Nicolás Maduro.
Anúncio do acordo entre Donald Trump e a Venezuela prevê a entrega de até 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, resultado do controle e das vantagens exercidas pelos EUA sobre as autoridades venezuelanas.
Apreensão do navio-tanque russo M/V Bella 1 no Atlântico Norte, realizada pelo Departamento de Justiça e Departamento de Segurança Interna dos EUA, integra o bloqueio às exportações de petróleo da Venezuela e ocorreu após monitoramento e perseguição por semanas pela Guarda Costeira norte-americana.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta quarta-feira (07) que a Venezuela entende que precisa cooperar com o governo Trump e que existe um processo em curso após a derrubada do ditador Nicolás Maduro.
"Temos um tremendo controle e vantagens sobre as autoridades internas da Venezuela. Obviamente isso será um processo de transição e no fim caberá ao povo venezuelano decidir pelas transformações em seu próprio país", disse Rubio a repórteres.
Segundo ele, esse controle já gerou progressos e cita como exemplo o acordo anunciado ontem pelo presidente Donald Trump de que a Venezuela vai entregar até 50 milhões de barris de petróleo ao país americano.
"Já estamos vendo como as vantagens que os EUA têm sobre as autoridades venezuelanas irão levar a um resultado positivo", acrescentou.
EUA apreendem petroleiro russo em bloqueio ao petróleo venezuelano
Os Estados Unidos apreenderam oficialmente o navio-tanque M/V Bella 1, de bandeira russa, no Atlântico Norte por violações às sanções norte-americanas.
A ação foi anunciada nesta quarta-feira pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) e pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), em coordenação com o Departamento de Defesa, segundo informações da agência Reuters.
De acordo com o comunicado, a apreensão ocorreu com base em um mandado expedido por um tribunal federal dos Estados Unidos. O navio vinha sendo monitorado há semanas pelo USCGC Munro, embarcação da Guarda Costeira norte-americana, após uma perseguição que durou mais de duas semanas pelo Atlântico.
A interceptação faz parte do bloqueio imposto por Washington às exportações de petróleo da Venezuela. Antes da apreensão, o Bella 1 havia conseguido furar o bloqueio marítimo no Caribe e se recusado a permitir uma abordagem da Guarda Costeira dos EUA no mês passado. Posteriormente, a embarcação passou a operar sob bandeira russa e chegou a ser rebatizada como Marinera.
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