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Venezuela entregará até 50 milhões de barris de petróleo aos EUA, diz Trump

Segundo o presidente dos Estados Unidos, o petróleo será vendido a preço de mercado

Da redação
DA REDAÇÃO

07/01/2026 • 07:57 • Atualizado em 07/01/2026 • 07:57

Trump

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Nathan Howard/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (6) que o governo interino da Venezuela irá entregar entre 30 a 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” a Washington.

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A declaração de Donald Trump, publicada em uma rede social, foi feita três dias após a operação na Venezuela que capturou o ditador Nicolás Maduro.

“Tenho o prazer de anunciar que as Autoridades Interinas da Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, sujeito a sanções, aos Estados Unidos da América”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.

Segundo o presidente dos Estados Unidos, o petróleo será vendido a preço de mercado. Donald Trump também afirmou que será responsável por controlar o dinheiro para “garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos EUA”.

“O petróleo será transportado por navios-tanque e levado diretamente aos portos de descarga nos Estados Unidos. Agradeço a sua atenção a este assunto”, finalizou.

Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela

Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania

Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.

Em entrevista coletiva, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela após a captura de Maduro, declaração que ampliou a reação internacional e levantou questionamentos sobre uma possível ocupação ou administração provisória do país.

O presidente americano também afirmou que a ofensiva teve como um de seus objetivos a recuperação de petróleo que teria sido retirado dos Estados Unidos pelo regime venezuelano. Segundo Trump, o recurso foi tomado “como doce de bebê”, expressão usada por ele para justificar a intervenção e reforçar o discurso de prejuízo econômico aos EUA.

Ele também disse que a captura de Maduro serve como alerta a outros líderes que desrespeitem os interesses dos EUA. Trump declarou ainda que a Venezuela será “reconstruída” com recursos do petróleo recuperado pelos EUA, reforçando a ideia de controle econômico sobre Caracas.

Durante a ofensiva, bombardeios provocaram um apagão em Caracas, segundo autoridades locais, e aeronaves militares americanas foram registradas sobrevoando o território venezuelano.

Após o anúncio da captura, a vice-presidente da Venezuela exigiu provas de vida de Maduro, enquanto o governo chavista solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

Trump afirmou que acompanhou a operação em tempo real e comparou a ação a um “reality show”. Mais tarde, a Casa Branca divulgou uma imagem de Maduro sob custódia, sendo levado aos Estados Unidos.

Trump publica foto de Maduro sendo levado aos EUA | Crédito:  Reprodução/truthsocial.com/@realDonaldTrump

Trump publica foto de Maduro sendo levado aos EUA | Crédito:  Reprodução/truthsocial.com/@realDonaldTrump

Na Venezuela, a captura do presidente aprofundou a instabilidade política e econômica. Houve corrida a mercados, e setores da oposição, representados pela líder da oposição, María Corina, passaram a defender uma transição de poder, enquanto cresce a incerteza sobre a condução do país.

A operação recebeu apoio de aliados do governo Trump. O vice-presidente americano afirmou que os ataques se justificam por um suposto “roubo de petróleo” por parte do regime venezuelano.

Em reação, líderes internacionais criticaram a ofensiva. A Rússia condenou a ação e classificou a operação como uma agressão armada.

No Brasil, o governo Lula criticou duramente a ofensiva, afirmando que a captura de um chefe de Estado estrangeiro ultrapassa os limites do direito internacional. O país elevou o nível de alerta militar no Norte, embora o Itamaraty tenha informado que a situação na fronteira segue normal.

Analistas avaliam que a ofensiva dos EUA contra a Venezuela representa uma escalada sem precedentes e pode redefinir o equilíbrio político na América Latina.

Maduro se declara inocente

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, compareceram diante de um juiz federal dos Estados Unidos na região de Manhattan, em Nova York, nesta segunda-feira (5). Os dois enfrentam acusações de tráfico de drogas. Ao magistrado Alvin K. Hellerstein, Maduro se declarou inocente.

Segundo informações do jornal “The New York Times”, o agora ex-ditador venezuelano disse que foi “sequestrado” e retirado de sua casa em Caracas. Ele afirmou ainda que nunca havia visto o indiciamento contra ele até o dia de hoje. “Eu sou inocente, não sou culpado. Sou um homem decente, afirmou.

Em determinado momento, Maduro chegou a ser repreendido por Hellerstein por tentar fazer uma espécie de declaração sobre seu estado atual. O juiz pediu que ele prestasse atenção às regras do tribunal. Questionada, Cillia Flores também se declarou inocente de todas as acusações.