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São Paulo vive dia de caos com greve de ônibus, chuva e trânsito

Capital paulista bate recorde no nível de congestionamento e população se revolta

Da redação
DA REDAÇÃO

09/12/2025 • 18:29 • Atualizado em 09/12/2025 • 18:29

Resumo

Caos no transporte público em São Paulo marcou a terça-feira (9), com greve inesperada de ônibus e chuva intensa provocando apagão em semáforos, recorde de congestionamento de 1360 km e suspensão do rodízio de veículos.

Motivação da paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus envolveu atraso no pagamento do 13º salário e vale-refeição, com sindicato alegando descumprimento de acordo prévio e empresas justificando problemas de repasse financeiro pela Prefeitura.

Reações da população incluíram indignação de passageiros prejudicados e críticas à falta de aviso, enquanto o prefeito Ricardo Nunes rejeitou pedido de prorrogação feito pelas empresas, prometendo medidas administrativas e judiciais para garantir o pagamento aos trabalhadores.

São Paulo viveu mais um dia de caos nesta terça-feira (9). Com a chuva espalhada pela capital, o que voltou a causar problemas, a população ainda foi pega de surpresa por uma greve de ônibus.

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A paralisação foi convocada após o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus informar que não houve pagamento do 13º salário e vale-refeição por parte das empresas.

Chuva

Após o forte temporal que atingiu a capital paulista na segunda-feira (8), que provocou diversos estragos desde quedas de árvores e até mesmo o desabamento do teto de uma academia, a chuva permaneceu nesta terça.

Ao todo, seis semáforos foram apagados por falta de energia e outros 38 por falhas. O congestionamento atingiu recorde no ano: 1360 km de lentidão, e o rodízio de carros na cidade foi suspenso.

525 agentes de trânsito foram às ruas e 280 viaturas – 248 carros e 32 motos – estão em operação.

Greve de ônibus

A situação ficou ainda mais complicada com um anúncio repentino de que os motoristas de ônibus entrariam em greve na cidade. A paralisação não havia sido informada anteriormente e deixou a população revoltada.

Em entrevista ao vivo no programa Brasil Urgente, o presidente do sindicato, Valdemir dos Santos, explicou o estopim da greve. Segundo o líder sindical, havia um acordo prévio firmado em uma reunião com a Secretaria de Transportes. O combinado era que o pagamento da primeira parcela do 13º — que já estava atrasada — seria realizado juntamente com a segunda parcela no próximo dia 12 de dezembro.

No entanto, por volta das 13h desta segunda-feira, o sindicato recebeu um ofício assinado pelas empresas de ônibus solicitando um novo prazo para o pagamento, sem estipular uma data concreta. A justificativa apresentada pelas viações envolveria questões contratuais e de repasses financeiros junto à Prefeitura de São Paulo.

Em entrevista ao Brasil Urgente, diversos passageiros manifestam sua indignação com a situação.

Uma mulher, identificada como Marlúcia, expressa seu descontentamento, chamando a greve de “palhaçada” por ter pego a população de surpresa em um dia de chuva. Ela relata que espera por um ônibus desde antes das 16h.

Outro passageiro, o senhor José Carlos, de 74 anos, aguarda o transporte há uma hora e precisa se deslocar até Santana, na Zona Norte. Ele critica o "absurdo" de não haver ônibus, ressaltando o impacto para idosos e a falta de culpa da população pela paralisação. José Carlos também destaca que o custo de um carro de aplicativo para sua casa pode ultrapassar R$ 100, tornando-se inviável.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, rejeitou publicamente o pedido de prorrogação de prazo para o pagamento do 13º salário dos funcionários do sistema de transporte coletivo da cidade. Nunes afirma que o pedido é inadmissível e promete agir legalmente para proteger os trabalhadores.

O chefe do Executivo municipal enfatiza que a Prefeitura não aceitará a pressão dos empresários e que a responsabilidade pelo pagamento do 13º é das concessionárias. Ele desvincula a obrigação do pagamento de qualquer discussão relacionada ao quadriênio de concessão.

“Eu vou tomar todas as medidas administrativas e judiciais para garantir que você, trabalhador, tem o seu direito de receber o seu décimo terceiro”, garantiu Nunes.