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Sem dados oficiais, site contabiliza 50 mil desaparecido na Venezuela

Página colaborativa tenta localizar pessoas desaparecidas após terremotos; 188 morreram

Da redação
DA REDAÇÃO

25/06/2026 • 19:46 • Atualizado em 25/06/2026 • 19:46

No rastro da destruição deixada pelos fortes terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que abalaram a Venezuela, a sociedade civil organizou-se para preencher uma lacuna crítica: a falta de dados oficiais sobre o paradeiro de milhares de cidadãos. Um site emergiu como a principal ferramenta cidadã para reconectar famílias separadas pelo desastre.

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Veja o site colaborativo: https://desaparecidosterremotovenezuela.com/

Criada de forma voluntária por venezuelanos residentes no país e no exterior, a iniciativa define-se como uma "ferramenta cidadã e não partidista". O funcionamento é simples e gratuito: em menos de um minuto, familiares podem reportar um desaparecimento fornecendo apenas o nome da pessoa e o local onde foi vista pela última vez.

O site também permite a atualização do status caso a pessoa seja encontrada, servindo como um banco de dados dinâmico alimentado pela própria comunidade.

Números em escala alarmante

Embora os dados oficiais do governo venezuelano registrem, até o momento, 188 mortos e mais de 1.500 feridos, ainda não há um balanço estatal consolidado sobre o número total de desaparecidos. Em contrapartida, a plataforma colaborativa reflete a magnitude da tragédia:

  • Até a noite desta quinta-feira, o site já contabilizava 51.094 pessoas reportadas;
  • Deste total, 45.357 permaneciam sem contato;
  • Outras 5.737 pessoas haviam sido localizadas a salvo com o auxílio da rede;
  • A velocidade dos relatos impressiona, com mais de 25 mil registros realizados em menos de 24 horas após o início das operações do site.

Crise e ajuda internacional

O epicentro dos tremores, localizados próximos a Morón, causou danos severos em Caracas e La Guaira, com desabamentos de edifícios e riscos contínuos de deslizamentos de terra. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que há uma probabilidade de 44% de as mortes ultrapassarem 10 mil, devido à vulnerabilidade das construções locais.

Enquanto as buscas continuam, uma força-tarefa internacional de países como Brasil, Estados Unidos, México, França e Suíça já enviou equipes de resgate, cães farejadores e toneladas de equipamentos.

Internamente, a recomendação é que a população utilize os números de emergência oficiais (171, 911 ou 112) para casos médicos e resgates imediatos, utilizando a plataforma digital estritamente para a organização de informações sobre o paradeiro de entes queridos

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