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Sistema interno do Louvre usava "Louvre" como senha; veja outras falhas apontadas

Auditoria identificou que era possível invadir facilmente o sistema de câmeras do museu

Da redação
DA REDAÇÃO

04/11/2025 • 20:37 • Atualizado em 04/11/2025 • 20:37

O museu Louvre, em Paris

O museu Louvre, em Paris

Reprodução/Pexels

Documentos mostram que muito antes do roubo de joias no Louvre, já se apontava que o museu padecia de uma série de problemas de segurança. Segundo informações divulgadas pelo jornal francês “Libération”, desde 2014, a Agência Nacional Francesa de Cibersegurança realizou auditorias e identificou falhas. Entre elas, o fato de que o sistema de vigilância tinha como senha o nome “Louvre”.

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O circuito de câmeras, aliás, funcionava com o programa Sathi, desenvolvido pela empresa Thales. No caso, a palavra “Thales” também era uma das senhas utilizadas.

Uma nova auditoria foi realizada em 2017 e mais uma vez uma série de problemas foram identificados. Já um documento de 2021 mostra que a instituição ainda utilizava o software Windows 2003, que foi descontinuado pela Microsoft em 2015.

Especialistas ainda constataram que era possível acessar o sistema de câmeras por meio de computadores comuns, inclusive que estivessem fora das dependências do museu, e então usá-los para, por exemplo, manipular as câmeras.

Roubo no louvre

O assalto ocorreu em 19 de outubro e durou menos de sete minutos. Quatro homens utilizaram um guindaste para entrar no museu, abriram vitrines com uma serra de disco e fugiram em motocicletas pilotadas por cúmplices. As joias roubadas incluem peças históricas como uma tiara da imperatriz Eugênia e um conjunto de colar e brincos de safiras da rainha Maria‑Amélia, avaliadas em cerca de US$ 102 milhões (R$ 549 milhões), que ainda não foram recuperadas.

Autoridades afirmam que é pouco provável que as peças reapareçam no mercado legal e estão investigando “mercados paralelos” de obras de arte. O jornal “The Guardian” destacou que o episódio aumentou a pressão sobre o governo francês para reforçar a segurança do acervo do Louvre, o museu mais visitado do mundo. Conheça a história do Museu do Louvre.

Uma empresa de ex-agentes de inteligência israelense, a CGI Group, informou ao Louvre ter recebido mensagens criptografas oferecendo as joias históricas roubadas por milhões de euros, mas não recebeu nenhuma resposta após 12 dias.

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