
Daniel Vorcaro
@danielvorcarobr/ Reprodução/ Instagram
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu nesta quarta-feira (23) um suspeito praticar furto milionário na residência de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O suposto autor do crime, identificado como Thiago Henrique Ribeiro, já tinha 48 páginas de antecedente criminal, segundo a polícia.
O crime, ocorrido na madrugada do último sábado (20), em um condomínio de luxo na BR-356, em Nova Lima, expôs não apenas o alto valor dos bens subtraídos, mas também a extensa e peculiar trajetória criminal do suspeito. Ele já tinha acusações de furto, receptação, estupro, tráfico de drogas e violêcia doméstica.
A invasão à casa do pai de Vorcaro foi descoberta por funcionários que notaram marcas de barro na casa. Imagens de segurança registraram o criminoso, que usava máscara e agasalho claro, entrando por uma janela por volta das 2h. Durante mais de uma hora, o suspeito realizou diversas viagens para transportar bens avaliados em R$ 5 milhões.
Entre os itens furtados estão um relógio da marca Richard Mille, avaliado em R$ 1 milhão, seis correntinhas de diamante, um colar Tiffany & Co. em ouro, uma pistola calibre .380 e diversas bolsas de grife. O criminoso chegou a carregar um cofre nas próprias costas para fora do imóvel.
Antecedentes e Táticas Bizarras
O que mais chamou a atenção das autoridades é o extenso currículo criminal de Thiago Henrique Ribeiro. Seus antecedentes criminais somam 48 páginas, incluindo passagens por furto, receptação, tráfico de drogas e estupro. Documentos de investigações anteriores revelam um modus operandi audacioso e incomum.
Em depoimentos, o suspeito revelou que já invadiu uma casa apenas de cueca, segundo ele, para "não fazer barulho nenhum" enquanto se movimentava pelos cômodos. Em outras ocasiões, ele chegou a alterar a velocidade de um ventilador para abafar ruídos e retirou um celular da cabeceira da cama com a vítima ainda dormindo.
Conhecimento Privilegiado
A facilidade de Thiago em burlar sistemas de segurança sofisticados, como os de um condomínio chamado Alphaville, não é coincidência. Segundo depoimentos, o suspeito já havia trabalhado no local como pintor, o que lhe conferia conhecimento sobre a planta das casas e as vulnerabilidades do perímetro.
Em uma de suas investidas, ele utilizou o padrão de energia de uma das casas como "escada" para escalar o muro e invadir a propriedade. Parte do material furtado em ações passadas, como joias e relógios, já havia sido rastreada até receptadores que confirmaram a procedência dos itens.
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