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Tarcísio de Freitas sobre greve na CPTM: ‘Instrumentalização política’

Em publicação nas redes sociais, o governador de São Paulo afirmou que a ‘aposta na baderna e na paralisia’ dos serviços ‘não vai intimidar o governo’

Da redação
DA REDAÇÃO

04/08/2026 • 12:06 • Atualizado em 04/08/2026 • 12:06

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo

Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (4) que a greve em três linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) é resultado de “instrumentalização política” para prejudicar o passageiro.

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Nesta terça-feira, as linhas 11-Coral, 12-Safira, 13-Jade e Expresso Aeroporto operam parcialmente ou estão totalmente paralisadas desde o início da manhã.

“A greve de hoje é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem, que já não suportam mais ver justamente aqueles políticos que dizem defender os seus interesses atuando para ferir seu direito de ir e vir”, escreveu o governador nas redes sociais.

Segundo Tarcísio, o compromisso do estado é com quem “acorda cedo todos os dias e precisa de um transporte público confiável para chegar ao trabalho, estudar, ir a uma consulta ou realizar um exame”.

“A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo. Uma concessão é feita para melhorar os serviços, eliminar problemas de via permanente, trazer trens novos, garantir estações mais acessíveis, eliminar falhas na via aérea de alimentação e nas subestações, estender as linhas até Bonsucesso ou até César de Souza e dar mais confiança ao sistema”, disse Tarcísio.

O governador de São Paulo também afirmou que há uma jornada pela frente, com serviço e investimento. Segundo ele, o foco é o usuário.

“Negociações aconteceram, garantias de manutenção de emprego foram dadas e descartadas pelo sindicato, que não só ignorou a proposta do governo, como também, mais uma vez, ignora a decisão da Justiça do Trabalho”.

“Não vamos permitir que o cidadão seja refém, que seja usado mais uma vez como instrumento de pressão. Não é por acaso que determinados eventos ocorram em ano de eleição. Seguiremos em frente e, não custa lembrar, as linhas concedidas estão operando normalmente”, finalizou.

Situação nas linhas

A greve de ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) começou no início da manhã desta terça-feira (4) e afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

Apesar da greve, apenas uma das linhas está totalmente paralisada nesta manhã. Veja a situação atual das linhas:

  • Linha 11-Coral: Operação parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases. O percurso para as demais estações está sendo feito por ônibus em frente às estações;
  • Linha 12-Safira: Trens circulam entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. O percurso para as demais estações está sendo feito por ônibus em frente às estações; e
  • Linha 13-Jade: Operação paralisada.

Greve na CPTM

A paralisação foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) na noite desta segunda-feira e iniciou nas primeiras horas da operação nesta manhã.

O principal motivo para a convocação da assembleia é o impasse trabalhista gerado no processo de transição operacional das linhas.

Recentemente, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) reassumiu temporariamente o controle dos ramais por 90 dias após sucessivas panes graves e um princípio de incêndio registrados sob a gestão da concessionária privada Trivia Trens.

Durante a reorganização e assunção do controle, o sindicato identificou o risco iminente de demissão de cerca de 500 funcionários envolvidos na operação.

Entre as reivindicações de ferroviários estão:

  • Garantia de emprego: Preservação integral dos postos de trabalho dos funcionários da CPTM e envolvidos na operação.
  • Gestão pública: Defesa da retomada permanente do controle estatal das linhas concedidas.
  • Apoio ao PL nº 730/2025: Tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para a absorção de trabalhadores da companhia por órgãos do Estado.

Entenda o contexto recente nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM

As linhas atingidas pela ameaça de paralisação passaram por episódios críticos de falhas técnicas nas últimas semanas. Pane no sistema elétrico e incêndio em vagões provocaram interrupção nas viagens, fazendo com que passageiros caminhassem sobre os trilhos.

Diante dos problemas, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou o afastamento preventivo da Trivia Trens, devolvendo a operação emergencial à CPTM. Além do acompanhamento do Governo do Estado, as falhas também são alvo de inquérito civil no Ministério Público de São Paulo (MPSP).