
Apagão em SP causa prejuízos
Paulo Pinto/Agência Brasil
Resumo
Levantamento da FecomercioSP aponta que comércio e serviços da cidade de São Paulo já perderam ao menos R$ 1,54 bilhão em faturamento entre quarta-feira (11) e quinta-feira (12) devido à falta de eletricidade, com maior prejuízo para o setor de serviços (R$ 1 bilhão) e perdas de R$ 511 milhões no comércio.
Interrupção de energia elétrica afetou pelo menos 2,2 milhões de imóveis na quarta-feira e ainda deixou 1 milhão de unidades sem luz na quinta, representando 18% da capital sem fornecimento e ampliando o impacto negativo sobre receitas, estoques e custos fixos, com tendência de aumento nas perdas totais.
Orientação da FecomercioSP recomenda que consumidores afetados registrem formalmente reclamação junto à distribuidora Enel SP antes de buscar vias judiciais, seguindo para ouvidoria, ANEEL e órgãos de defesa do consumidor como Procon caso o problema persista, conforme regras da agência reguladora para ressarcimento de danos.
Comércio e serviços já perderam ao menos R$ 1,54 bilhão em faturamento entre a quarta-feira (11) e a quinta (12), na cidade de São Paulo, por causa da falta de eletricidade, calcula a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
O prejuízo é maior para os Serviços, que deixaram de faturar pouco mais de R$ 1 bilhão nesse período, enquanto o comércio perdeu R$ 511 milhões.
O cálculo considera o impacto da falta de energia elétrica em pelo menos 2,2 milhões de imóveis na cidade na metade da quarta-feira, e em ainda 1 milhão de unidades nesta quinta (12). Hoje, 18% da capital está sem fornecimento.
Na análise da FecomercioSP, os impactos negativos da falta de energia elétrica devem ser ainda maiores, já que não entraram na conta todos os prejuízos causados pelas perdas de estoques, por exemplo, ou os custos fixos que se mantiveram mesmo sem as receitas. No limite, as perdas totais do varejo e dos serviços devem aumentar.
O que fazer?
Além de servir como documento oficial da queixa, em uma eventual ação jurídica, a via administrativa pode fornecer respostas mais rápidas. Sem contar que os dados do atendimento devem ser usados, depois, para melhorar o serviço.
No caso de panes em aparelhos eletroeletrônicos causadas pela interrupção da energia, por exemplo, as regras estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) preveem que a distribuidora do serviço – no caso, a ENEL SP – deve disponibilizar canais de atendimento aos consumidores para solucionar os problemas.
Se o atendimento da Enel não tiver retorno, vale ainda reclamar junto à ouvidoria da empresa e, então, na falta de uma resolução da empresa, procurar a ANEEL com o número do protocolo da reclamação inicial em mãos.
Se, mesmo assim, nenhum canal funcionar, a solução, então, pode ser um órgão de defesa do consumidor – notadamente o Procon. Vale lembrar que, pela lei, quando o fornecimento de energia é interrompido por mais de 24 horas em áreas urbanas e 48 horas em regiões rurais.
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