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Pets

Cachorra que 'protegeu' Jesus na Paixão de Cristo sumiu na enchente do RS

A cadela Pulguéria estava desaparecida desde maio de 2024 e foi reconhecida por tutores após vídeo viralizar nas redes

2 min

05/04/2026 12:20 • Atualizado há 202 dias

Cachorra que 'protegeu' Jesus na Paixão de Cristo sumiu na enchente do RS

Uma cadelinha que vivia nas ruas de Sapiranga, no Rio Grande do Sul, emociou o Brasil nos últimos dias ao ‘invadir’ a encenação da Paixão de Cristo para proteger Jesus Cristo da crucificação. No momento em que os soldados romanos simulavam agressões ao ator que vivia Cristo, a cadela Pulguéria subiu no paldo, latindo e protegendo o protagonista.

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O que ninguém esperava é que os vídeos da cena, que viralizaram nas redes sociais, pudessem ter um desfecho ainda mais emocionante: a cachorrinha, que estava desaparecida desde as enchentes de 2024, no Rio Grande do Sul, foi reconhecida pela família e já está em casa de novo.

Pulguéria é uma vira-lata que vivia na casa da família Cezimbra, em São Leopoldo e acabou se perdendo da família em 2024. Após a aparição na peça, a cadela foi recolhida por protetores de animais, já tinha até arranjado uma nova família, mas ao ser reconhecida pelos antigos tutores, ela foi entregue à família.

O reencontro com os antigos tutores aconteceu nesta semana, após as imagens da peça teatral viralizarem nas redes sociais. A família Cezimbra, moradora de São Leopoldo, reconheceu o animal ao ver o vídeo da apresentação no Largo do Museu.

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O sumiço na enchente

A trajetória de Pulguéria é marcada pela sobrevivência. Durante as inundações de 2024, a família precisou abandonar sua residência às pressas. Na tentativa de proteger a cadela, os tutores a deixaram em um local elevado com suprimentos, mas a força das águas superou as previsões e o animal acabou se perdendo em meio ao caos.

Desde então, segundo os Cezimbra, a busca era incessante. A família percorreu abrigos em diversas cidades vizinhas, como Novo Hamburgo e em Sapiranga, mas sem sucesso. A ausência do animal impactou severamente a saúde de Laerte Cezimbra, de 73 anos, que desenvolveu um quadro de depressão após o desaparecimento de sua companheira.

Ao verem as cenas na internet, os donos originais não tiveram dúvidas. O reencontro foi marcado por muita emoção: assim que viu Laerte e os demais familiares, a cadela reagiu com festa, confirmando que a memória do antigo lar permanecia intacta mesmo após quase dois anos de separação.

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Agora, Pulguéria já está de volta a São Leopoldo. Para a família, a "invasão" da cadela no palco da Paixão de Cristo foi mais do que um gesto de proteção animal; foi o sinal que faltava para que ela pudesse, finalmente, voltar para casa.

Cachorra que 'protegeu' Jesus na Paixão de Cristo sumiu na enchente do RS