Caso Orelha: veja o passo a passo da investigação que apura morte do cão
Segundo o governador de SC, Jorginho Melo, Polícia Civil já encaminhou evidências ao Ministério Público

O inquérito que apura a morte do cão comunitário Orelha, agredido na Praia Brava, em Florianópolis, avançou com novas diligências nesta semana. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), detalhou as medidas adotadas pela Polícia Civil, nesta terça-feira (27), para esclarecer o crime que gerou forte comoção social. A investigação também inclui uma tentativa de afogamento de um cão vira-lata caramelo que vivia na praia. Este animal sobreviveu e foi adotado pelo delegado que conduz as investigações.
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Na manhã de segunda-feira (26), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados. A operação visou coletar materiais que possam comprovar não apenas os maus-tratos que levaram à morte do animal, mas também indícios de coação no processo. Segundo o governador, o trabalho tem seguido o rigor jurídico necessário para garantir a punição dos responsáveis. "Foram colhidas provas, ouvidas testemunhas e cumpridos todos os trâmites legais sem atropelos", afirmou Jorginho Mello, reforçando que "a sociedade não aceita mais a crueldade".
O envolvimento de adolescentes e o papel do MP
As investigações apontam que o cão Orelha, que tinha cerca de 10 anos e era querido pelos frequentadores da Praia Brava, teria sido agredido por um grupo de adolescentes. Devido à idade dos envolvidos, o caso é acompanhado de perto pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) por meio de duas frentes:
10ª Promotoria de Justiça da Capital: Área da Infância e Juventude.
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32ª Promotoria de Justiça da Capital: Área do Meio Ambiente.
Próximos passos e possíveis punições
- Requisição de novas diligências complementares.
- Arquivamento (caso não haja provas de autoria ou materialidade).
- Proposição de medida socioeducativa ao Judiciário.
Como os principais investigados são menores de idade, a legislação prevê medidas socioeducativas que variam desde advertência e prestação de serviços à comunidade até a internação — esta última aplicada apenas em casos excepcionais e previstos em lei. Em uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (27), a Polícia Civil divulgou que pelo menos três familiares adultos dos adolescentes também foram indiciados por tentativa de coerção.
