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Caso Orelha: veja o passo a passo da investigação que apura morte do cão

Segundo o governador de SC, Jorginho Melo, Polícia Civil já encaminhou evidências ao Ministério Público

Da redação
DA REDAÇÃO

27/01/2026 • 11:56 • Atualizado em 27/01/2026 • 11:56

Redes Sociais estão mobilizadas cobrando ações da polícia no caso Orelha

Redes Sociais estão mobilizadas cobrando ações da polícia no caso Orelha

Reprodução/Redes Sociais

Resumo

O inquérito que investiga a morte do cão comunitário Orelha, agredido na Praia Brava, em Florianópolis, avançou com novas diligências, incluindo mandados de busca e apreensão para coletar provas de maus-tratos e coação, sob coordenação da Polícia Civil e detalhamento do governador Jorginho Mello.

As investigações indicam a participação de um grupo de adolescentes, acompanhados pelo Ministério Público de Santa Catarina em duas frentes, sendo a 10ª Promotoria de Justiça da Capital responsável pela área da Infância e Juventude, e a 32ª Promotoria pela área do Meio Ambiente.

A análise do material apreendido permitirá ao Ministério Público requisitar novas diligências, arquivar o caso ou propor medidas socioeducativas aos menores envolvidos, enquanto três familiares adultos também foram indiciados por tentativa de coerção no processo.

O inquérito que apura a morte do cão comunitário Orelha, agredido na Praia Brava, em Florianópolis, avançou com novas diligências nesta semana. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), detalhou as medidas adotadas pela Polícia Civil, nesta terça-feira (27), para esclarecer o crime que gerou forte comoção social. A investigação também inclui uma tentativa de afogamento de um cão vira-lata caramelo que vivia na praia. Este animal sobreviveu e foi adotado pelo delegado que conduz as investigações.

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Na manhã de segunda-feira (26), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados. A operação visou coletar materiais que possam comprovar não apenas os maus-tratos que levaram à morte do animal, mas também indícios de coação no processo. Segundo o governador, o trabalho tem seguido o rigor jurídico necessário para garantir a punição dos responsáveis. "Foram colhidas provas, ouvidas testemunhas e cumpridos todos os trâmites legais sem atropelos", afirmou Jorginho Mello, reforçando que "a sociedade não aceita mais a crueldade".

O envolvimento de adolescentes e o papel do MP

As investigações apontam que o cão Orelha, que tinha cerca de 10 anos e era querido pelos frequentadores da Praia Brava, teria sido agredido por um grupo de adolescentes. Devido à idade dos envolvidos, o caso é acompanhado de perto pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) por meio de duas frentes:

10ª Promotoria de Justiça da Capital: Área da Infância e Juventude.

32ª Promotoria de Justiça da Capital: Área do Meio Ambiente.

Próximos passos e possíveis punições

Com o material apreendido pela Polícia Civil em análise, o Ministério Público terá o poder de decidir o destino do caso. Entre as possibilidades estão:

  • Requisição de novas diligências complementares.
  • Arquivamento (caso não haja provas de autoria ou materialidade).
  • Proposição de medida socioeducativa ao Judiciário.

Como os principais investigados são menores de idade, a legislação prevê medidas socioeducativas que variam desde advertência e prestação de serviços à comunidade até a internação — esta última aplicada apenas em casos excepcionais e previstos em lei. Em uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (27), a Polícia Civil divulgou que pelo menos três familiares adultos dos adolescentes também foram indiciados por tentativa de coerção.

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