
Cólica em equinos é sinal de alerta e pode causar morte
Freepik
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra como um simples ‘pum’ pode resolver um problema de saúde em equinos. No entanto, a égua que protagoniza o vídeo não aparece apenas soltando um punzinho e sim, um ‘estrondo’. A liberação de gases da égua Tez, em um centro de treinamento hípico no Texas, Estados Unidos, dura quase 1 minuto e evitou que o animal precisasse passar por procedimento como o uso de sonda ou até cirurgia, situção comum em equinos com cólica.
A cólica em equinos é o pesadelo de qualquer proprietário ou criador de cavalos. O termo é o nome técnico para o Abdômen Agudo, um conjunto de sinais clínicos que indicam dor na cavidade abdominal. Por ser uma das principais causas de morte em equinos no mundo, entender a gravidade de cada caso é vital para a sobrevivência do animal.
Estudos veterinários apontam que a porcentagem de ocorrência de cólicas em equinos fica entre 4% e 10% ao ano. Embora a maioria dos casos tenha um desfecho positivo, a velocidade do diagnóstico é o que separa uma recuperação simples de um quadro fatal.
Resolução clínica e intervenção cirúrgica
A boa notícia é que cerca de 80% a 90% dos episódios de cólica são resolvidos de forma clínica, sem a necessidade de mesa de operação. Nestas situações, o problema costuma ser causado por cólica espasmódica - Contrações intestinais excessivas que cedem com analgésicos - compactação, provocada pelo acúmulo de alimento que bloqueia o trânsito intestinal, geralmente resolvido com hidratação e uso de sondas.
No entanto, em 5% a 10% dos casos, a cirurgia é a única alternativa. A intervenção torna-se obrigatória quando ocorrem processos mecânicos graves, como as torções (volvos) — quando o intestino gira sobre o próprio eixo, interrompendo o fluxo sanguíneo — ou o encarceramento de alças intestinais. Nesses cenários, cada minuto conta para evitar a necrose do órgão.
Sinais de alerta
Identificar a dor precocemente é fundamental. O cavalo demonstra desconforto através de comportamentos específicos:
- Cavar o chão repetidamente.
- Olhar para o flanco (barriga).
- Deitar e levantar com frequência ou rolar no chão.
- Suor excessivo e falta de apetite.
Ao notar esses sinais, o manejo imediato consiste em retirar o alimento e manter o animal em movimento leve até a chegada do médico veterinário. O uso de medicamentos sem orientação profissional deve ser evitado, pois pode mascarar sintomas graves e retardar uma cirurgia necessária.
