
Cadelinha que sofre de câncer foi arrastada em Vilhena (RO)
Reprodução/Redes Sociais
Na mesma semana em que o Brasil se comoveu com o caso do Cão Orelha, que foi morto a pauladas em uma praia de Santa Catarina, a Polícia Civil de Rondônia prendeu, na noite de quarta-feira (28) um homem que amarrou e arrastou uma cachorra comunitária com câncer, em Vilhena (RO). O homem foi preso em flagrante acusado de maus-tratos. Ele foi filmado por moradores da cidade, que denunciaram à polícia.
Na terça-feira (27) policiais balearam um cão comunitário em Campo Bom, no Rio Grande do Sul, e na segunda-feira (26), o cão Abacate morreu em Ponta Grossa (PR) após ser baleado e ter o intestino perfurado. Também na Praia Brava, em Florianópolis (SC), o cão Caramelo, companheiro de Orelha, sofreu uma tentativa de afogamento.
Em Vilhena, as imagens enviadas à polícia mostram o animal preso à moto por uma corda, tentando caminhar com dificuldade para acompanhar a velocidade da moto. O vídeo circulou rapidamente pelas redes sociais, gerando indignação e motivando denúncias imediatas à corporação.
Após as denúncias, os policiais localizaram o suspeito artravés da placa da moto e deram voz de prisão. O homem foi conduzido à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), onde o flagrante foi registrado. A identidade do agressor não foi divulgada pelas autoridades.
A cadela foi resgatada e encaminhada com urgência para atendimento veterinário. Além dos ferimentos, o estado de saúde do animal exige atenção especial devido à batalha contra o câncer. Ela permanecerá sob a responsabilidade de órgãos competentes para receber o tratamento e os cuidados necessários.
Lei de proteção a animais
A prática de maus-tratos é crime previsto pela Lei nº 9.605/1998. O artigo 32 descreve como infração qualquer ato que cause dor ou sofrimento a animais silvestres, domésticos ou domesticados.
Atitudes que configuram maus-tratos:
Ferir, mutilar ou envenenar;
Abandonar animais;
Negar comida, água ou assistência veterinária;
Manter o animal em locais insalubres ou sem proteção climática;
Causar sofrimento através de métodos de punição.
Em casos de cães e gatos, a legislação foi endurecida pela Lei Sansão, prevendo pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda.

