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Queda de pelos nos pets: quando é natural e quando merece atenção?

Entender o que é normal na pelagem de cães e gatos ajuda o tutor a identificar sinais que podem indicar desequilíbrios nutricionais ou problemas dermatológicos

Da redação
DA REDAÇÃO

16/04/2026 • 13:27 • Atualizado em 16/04/2026 • 13:27

Escovação diária é fundamental para evitar excesso de queda de pelos

Escovação diária é fundamental para evitar excesso de queda de pelos

Freepik

A presença de pelos pela casa costuma fazer parte da rotina de quem convive com cães e gatos. Sofás, roupas e até o chão acabam recebendo um pouco dessa “assinatura” dos pets. Em muitos casos, isso está relacionado à troca natural de pelagem, um processo fisiológico importante para a renovação dos fios.

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No entanto, quando a queda se torna excessiva ou vem acompanhada de alterações na pele, pode ser um sinal de que algo não está em equilíbrio no organismo do animal.

Assim como o cabelo humano, os pelos dos animais passam por um ciclo de crescimento dividido em três fases principais:

  • Anágena: quando o fio está em crescimento ativo.
  • Catágena: a fase de transição.
  • Telógena: o período de repouso, onde o pelo se desprende para dar lugar a um novo fio.

A intensidade dessa troca varia conforme a raça, idade e ambiente. "Em determinadas épocas, especialmente no outono e na primavera, é comum que cães e gatos apresentem uma queda mais intensa. O organismo está ajustando a pelagem para as mudanças de temperatura", explica Lucas Piza, médico-veterinário e gerente de produtos da Avert Saúde Animal.

Quando acender o sinal de alerta?

Em um processo saudável, a substituição é gradual: a pelagem mantém o brilho e a densidade. O tutor deve ficar atento se a queda vier acompanhada de fflhas visíveis na pelagem (clareiras), descamação da pele ou vermelhidão, coceira excessiva ou irritação e fios opacos e quebradiços.

A pele e os pelos são estruturas que dependem diretamente de nutrientes para manter sua integridade. Como os pelos são formados majoritariamente por proteínas e aminoácidos, qualquer deficiência alimentar reflete rapidamente no visual do pet. "Quando existe desequilíbrio nutricional, o organismo tem dificuldade para manter o crescimento e a qualidade da pelagem, resultando em fios frágeis", destaca Piza.

Nutrientes essenciais para fortalecer os fios incluem:

  • Cistina: um aminoácido fundamental para a estrutura do pelo.
  • Vitaminas do Complexo B: como a B5 (pantotenato de cálcio) e a B1 (tiamina), que auxiliam no metabolismo celular.
  • Derivados de leveduras: que fornecem suporte nutricional para a derme.

Além da questão nutricional, a queda excessiva pode estar ligada a:

  • Problemas dermatológicos (fungos ou bactérias);
  • Presença de parasitas (pulgas e carrapatos);
  • Alergias ou alterações hormonais;

Estresse e ansiedade.

Para garantir que seu companheiro exiba uma pelagem saudável, a recomendação envolve cuidados simples na rotina como a escovação regular, que ajuda a remover os pelos mortos e estimula a circulação, uma alimentação equilibrada, que oferece a base necessária para a renovação celular. O acompanhamento veterinário: essencial para investigar causas caso a queda fuja do padrão esperado.

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