Aécio Neves anuncia que não disputará cargo eletivo em 2026
Tucano diz que abre mão de nova candidatura para se dedicar ao fortalecimento do "centro democrático"; ele liderava as pesquisas ao Senado por MG

O deputado Aécio Neves (PSDB-MG) declarou nesta terça-feira (4) que, pela primeira vez em 40 anos, não disputará cargos eletivos para se dedicar “ao fortalecimento do centro democrático" no Brasil.
Continua depois da publicidade
Segundo Aécio, sua prioridade passa a ser liderar, na condição de presidente nacional do PSDB, um projeto que definiu como "liberal na economia, inclusivo no campo social, responsável na gestão fiscal e pragmático na defesa dos interesses do país ao redor do mundo".
Na mensagem, o mineiro classificou a decisão como "especialmente difícil", sobretudo por chegar às vésperas da eleição na liderança das pesquisas por uma das duas vagas ao Senado por Minas Gerais. Levantamento Genial/Quaest divulgado no fim de julho o mostrava tecnicamente empatado na ponta com Marília Campos (PT) na disputa pela Casa, embora com o maior índice de rejeição entre os concorrentes.
O tucano chegou ainda a ser cotado para uma nova candidatura à Presidência neste ano. Em maio, a Federação PSDB/Cidadania aprovou seu nome como pré-candidato ao Planalto como uma aposta de "terceira via" para tentar furar a polarização, mas o projeto não avançou – polarização essa que foi criticada por Aécio.
Continua depois da publicidade
O parlamentar afirmou querer contribuir para "libertar" o País do que chamou de "ruína e martírio da polarização" e para pôr fim ao que chamou de "guerra fratricida" alimentada pelo extremismo e pela disputa "do poder pelo poder".
"Somos muito maiores do que a soma de Lula e Bolsonaro, e vamos mostrar isso preparando esse novo e consistente projeto de Brasil", escreveu.
Neto do ex-presidente Tancredo Neves, Aécio construiu uma das trajetórias mais longevas da política mineira. Foi o deputado mais votado de Minas para a Assembleia Constituinte de 1986, presidiu a Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002 e governou Minas Gerais de 2003 a 2010. Se elegeu senador em 2010 e, em 2014, foi o candidato do PSDB à Presidência, derrotado por Dilma Rousseff (PT).
Continua depois da publicidade
A partir de 2017, viu o protagonismo nacional recuar após ser alvo da Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato surgido da delação dos irmãos Batista, da JBS. Presidiu o PSDB entre 2013 e 2017 e retomou o comando nacional do partido em novembro de 2025.
Fique por dentro das últimas
notícias
