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Aécio desiste de concorrer à Presidência, e PSDB não terá candidato próprio

Presidente do PSDB quer focar a reestruturação da legenda para as eleições de 2030

Da redação
DA REDAÇÃO

09/07/2026 • 16:08 • Atualizado em 09/07/2026 • 16:37

Aécio Neves

Aécio Neves

Reprodução

O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG) desistiu de concorrer à Presidência da República nas eleições de outubro e afirmou que o partido não lançará candidato este ano. A informação foi dada inicialmente pelo Estadão e foi confirmada pela reportagem da Band.

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A decisão de Aécio foi tomada com base na avaliação de que o cenário eleitoral ainda estará sob o efeito da "armadilha da radicalização política" nas próximas eleições, o que, segundo o parlamentar, impede a construção de uma alternativa viável no curto prazo.

Embora se ausente da disputa de 2026, o partido já planeja o futuro: o debate para a sucessão presidencial de 2030 deve ser iniciado logo após o segundo turno das próximas eleições.

Aécio se colocou como uma opção de candidado para a Presidência em maio, mas seu nome não emplacou nas pesquisas. Pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira (8) apontava ele com apenas 2% das instenções de voto, muito longe dos protagonistas, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que ficaram na marca dos 35%.

Isenção e crítica aos extremos

Quanto ao posicionamento da sigla num eventual segundo turno entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Aécio indicou que a tendência tucana é a neutralidade, não apoiando nenhum dos dois lados.

O deputado manifestou preocupação com o clima de divisão do país, afirmando que a polarização interessa e alimenta ambos os extremos. "Eu temo que nós estamos prestes a assistir a eleição mais fratricida da história recente do Brasil", alertou.

Foco na reestruturação partidária

Atualmente, o foco principal de Aécio Neves é a reorganização interna do PSDB, que sofreu um encolhimento significativo em sua representatividade, passando de uma bancada de quase 100 deputados federais para os atuais 18.

Devido a essa prioridade de reconstrução da legenda, o parlamentar mineiro afirmou que ainda não tomou uma decisão sobre se disputará uma cadeira no Senado por Minas Gerais nas próximas eleições.