O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, apresentou nesta quinta-feira (9) as estratégias da legenda para a eleição presidencial. Em entrevista à BandNews TV, o dirigente manifestou sua defesa pela indicação de uma mulher para compor como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
A escolha do nome de uma mulher para compor a vaga de vice atende ao planejamento do comitê diretivo para a campanha majoritária. Para Valdemar Costa Neto, a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil no governo Bolsonaro, desponta como o nome ideal para somar forças na chapa de Flávio.
"Tem que ser mulher, na minha opinião. Tem que ser mulher e, na minha opinião, a Tereza Cristina ainda reúne as melhores condições. Ela é senadora eleita, tem prestígio, é uma mulher séria, foi excelente ministra e tem uma vantagem, tem carisma. A cara dela agrada a todos, e ela é muito competente. Eu sou totalmente a favor da Tereza Cristina ser nossa candidata, porque ela ajudaria muito o Flávio."
O presidente do partido descartou dificuldades específicas do pré-candidato com o eleitorado feminino e comparou o cenário com o histórico de votação de Jair Bolsonaro. Costa Neto relembrou as articulações que pretendia implementar na campanha presidencial anterior, quando já defendia que Tereza Cristina fosse vice no lugar de Braga Netto.
“As mulheres estão favoráveis a ele. É completamente diferente a situação que era do Bolsonaro. O Bolsonaro realmente tinha um problema com as mulheres. E foi uma grande luta minha, que eu queria que ele pusesse de vice a Tereza Cristina e não pusesse o general Braga Neto, que é um homem de bem, um homem decente. mas que não traziam voto para ele porque todos os militares já votavam nele. Ele tinha problema com as mulheres por causa da pandemia. Mas passou, isso passou, o trabalho que a Michele fez melhorou muito a nossa situação. Inclusive, isso favoreceu muito o Flávio também. O Flávio já está em melhores condições e vai superar tudo isso”, disse.
Articulações e alianças no Nordeste
O planejamento da legenda foca na expansão do eleitorado em estados da região Nordeste do país, que historicamente tendem a ser maioria para o PT. Na visão do dirigente, o fortalecimento de palanques locais com novos filiados e coligações estratégicas gerará impactos diretos na disputa nacional, como o apoio do partido a Ciro Gomes, antigo crítico da família Bolsonaro e que gerou críticas de Michelle Bolsonaro.
“Nós melhoramos muito a nossa situação no Nordeste. Nós vamos ter candidato, por exemplo, o Efraim Filho, que é senador, veio para o PL na Paraíba. Nós não temos nada na Paraíba, não tínhamos nada. Temos lá candidato ao Senado, temos na Bahia e vamos melhorar nossa situação por causa do ACM que deve ganhar a eleição e ele logicamente vai puxar voto e não vai trabalhar para o Lula nunca”, disse.
“A nossa situação no Ceará, nós estamos apoiando o Ciro porque é o único que tem chance de derrotar o PT, por isso que o nosso pessoal optou por isso. Então, tudo isso vai trazer muito benefício para nós no segundo turno. Isso nós não tínhamos. No Rio Grande do Norte, com o Rogério Marinho, melhoramos nossa situação também. Quer dizer, nós temos dificuldade em alguns estados. Lógico que a Bahia sempre foi um grande problema para nós, mas nós melhoramos muito a nossa posição lá com esse trabalho político que foi feito pelo nosso pessoal. Então, isso vai mudar. Essa é a luta. Nós temos que conquistar esse público, essa diferença pequena que vai decidir a eleição”, completou.
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