
Cleitinho Azevedo
Agência Senado
O ex-senador Cleitinho Azevedo reagiu ao veto de sua candidatura pelo Republicanos e reafirmou sua intenção de disputar o governo de Minas Gerais na noite desta quarta-feira (29). O parlamentar justificou sua ausência na convenção partidária como uma necessidade de respeitar o luto pela morte do irmão e contestou a tese de falta de compromisso alegada pela executiva da sigla.
A crise entre o senador e a legenda ganhou força após o Republicanos oficializar que Cleitinho estaria fora do pleito mineiro, citando a falta de uma definição inequívoca e de empenho na construção de alianças. Em resposta, o senador criticou duramente a postura do partido diante da perda de seu irmão caçula, Mateus, vítima de leucemia.
Para vocês terem noção, tem uma semana que eu enterrei meu irmão e, no mesmo dia, já tinha gente me perguntando o que eu ia fazer [em relação à candidatura]. Eu não respondi. Entendam isso: eles não respeitaram nem a minha dor nem meu luto. --Cleitinho Azevedo sobre a morte do irmão, uma semana antes do evento partidário
Cleitinho relatou que informou aos dirigentes do Republicanos sobre sua incapacidade emocional de participar de um ato político festivo naquele momento. "Eu ainda não tenho cabeça, não tenho energia para ir a uma convenção, para lançar uma candidatura agora", explicou o parlamentar, ressaltando que precisava cuidar de sua mãe.
Apesar da nota oficial do Republicanos afirmar que a candidatura nunca foi formalmente assumida, o senador revelou ter enviado uma mensagem ao presidente nacional da sigla confirmando seus planos: "Presidente, eu serei candidato a governador".
Líder nas pesquisas de intenção de voto com 35%, Cleitinho também aproveitou a coletiva para desmentir boatos de que teria aceitado compor ou apoiar outras chapas. "Mentira, eu sou candidato", disparou, reafirmando a parceria com o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão (Republicanos), que deve ser seu vice na chapa.
Então que fique claro aqui que eu e o Falcão somos pré-candidatos a governador. Eu já tinha alinhado isso com Falcão, que já foi prefeito, ele foi presidente da AMM (Associação Mineira de Municípios), ele tem tudo para me ajudar na experiência administrativa que alguns falam que eu não tenho. --Cleitinho Azevedo
O ex-senador também refez a promessa de que não utilizará financiamento público em sua jornada eleitoral. "Eu não vou usar nem fundo eleitoral que eu nunca usei nas minhas campanhas. Se o povo me querer, eu estou preparado", declarou o senador.
Além do conflito partidário, o parlamentar reforçou bandeiras de sua plataforma, como a crítica à apreensão de veículos por atraso de IPVA. "Se o estado não entrega estrada, se o estado não entrega saúde, ele não tem obrigação de prender carro", afirmou.
Cleitinho encerrou o pronunciamento pedindo desculpas ao partido caso sua situação pessoal tenha incomodado os correligionários, mas fez um apelo para que a liderança oficialize sua campanha.
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