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Como vai funcionar a biometria nas Eleições 2026?

TSE terá leitura digital como etapa extra de segurança, mas garante voto para quem não tiver cadastro ou enfrentar falhas

Da redação
DA REDAÇÃO

03/08/2026 • 07:00 • Atualizado em 03/08/2026 • 07:00

Como vai funcionar a biometria nas Eleições 2026?

Como vai funcionar a biometria nas Eleições 2026?

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Nas Eleições 2026, a Justiça Eleitoral vai exigir identificação biométrica em todas as seções do país, como uma etapa extra de segurança.

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Ainda assim, o órgão garante que nenhum eleitor regular será impedido de votar por falha na leitura da digital ou por ainda não ter cadastro de impressões digitais.

Implementada gradualmente desde 2008, a tecnologia de reconhecimento de digitais reforça a conferência da identidade e integra o plano do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reduzir tentativas de fraude.

A seguir, entenda a Resolução TSE nº 23.759/2026, que estabelece o uso obrigatório da biometria nas urnas e detalha procedimentos alternativos para quando o sistema não identifica a digital.

Entenda as regras para biometria em 2026

No dia da votação, o eleitor apresenta um documento oficial com foto, como RG ou CNH, ou o e-Título com foto cadastrada, para conferência pela mesa receptora.

Em seguida, antes de liberar a urna eletrônica, o mesário solicita que o eleitor posicione o polegar ou o indicador no leitor biométrico, que confere eletronicamente se a digital corresponde ao cadastro daquele título.

Segundo o TSE, essa dupla checagem por documento e biometria aumenta a segurança do processo e ajuda a garantir que cada voto seja associado à identidade correta.

O que acontece se a urna eletrônica não reconhecer a minha digital?

Quando o equipamento enfrenta dificuldades técnicas para identificar a digital, o eleitor segue por um fluxo de verificação adicional, sem perder o direito de votar.

  • O leitor biométrico tenta reconhecer a digital do eleitor até quatro vezes seguidas;
  • Se a leitura falhar, o presidente da mesa pergunta o ano de nascimento e confere a informação no cadastro;
  • Com os dados conferidos, o eleitor assina o caderno de votação ou registra a impressão digital em papel, e o mesário libera a urna.

Após a votação, os mesários orientam quem passou por falha de leitura a procurar um cartório eleitoral, depois do encerramento do pleito, para atualizar os dados biométricos.

Posso votar mesmo sem ter a biometria cadastrada?

Quem ainda não cadastrou a biometria também não perde o direito de votar, desde que esteja em situação regular no cadastro eleitoral.

Nesse caso, a identificação segue o fluxo alternativo direto: conferência do documento com foto, confirmação verbal do ano de nascimento pelo eleitor no terminal do mesário e assinatura obrigatória no caderno de votação.

De acordo com o TSE, essa regra impede que problemas de coleta ou de transmissão das digitais provoquem qualquer restrição ao exercício do voto e garante que a biometria funcione como reforço de segurança, e não como barreira.

Datas importantes das eleições de 2026

O calendário das Eleições de 2026 define prazos para organização do cadastro e para participação nas etapas do pleito.

  • 4 de outubro: dia do primeiro turno das eleições, com votação das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
  • 25 de outubro: data reservada para eventual segundo turno de governador e presidente da República.
  • 3 de novembro: reabertura do Cadastro Eleitoral para emissão, transferência e revisão de títulos.
  • 3 de dezembro: prazo limite para justificar ausência de voto no primeiro turno.
  • 8 de janeiro de 2027: data final para justificar falta em eventual segundo turno.
  • 5 e 6 de janeiro de 2027: datas de posse dos eleitos, com presidente em 5 e governadores em 6.

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