Band Eleições

Frias pede investigação de supostos ataques pagos contra Flávio e Tarcísio

Deputado federal acionou a PGR e a Polícia Federal após suposto gasto de mais de R$ 1,1 milhão em anúncios impulsionados nas redes sociais

Thayane Melo
THAYANE MELO

30/06/2026 • 09:45 • Atualizado em 30/06/2026 • 11:18

Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro

Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro

Reprodução/X/FlavioBolsonaro

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) protocolou uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal nesta segunda-feira (29), em Brasília. O parlamentar pede a investigação de uma suposta estrutura digital coordenada que gastou mais de R$ 1,1 milhão para impulsionar ataques ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Compartilhar

De acordo com o documento apresentado, os ataques partiram de pelo menos sete perfis no Facebook e no Instagram que se apresentavam de forma opaca como veículos de jornalismo independente. Páginas como ‘Radar do Planalto’, ‘Dossier Brasil 24h’ e ‘O Contra-Fluxo’ reúnem menos de 400 seguidores cada, mas declararam investimentos publicitários incompatíveis com o alcance orgânico.

Suspeita de atuação coordenada

A representação aponta indícios de coordenação técnica e compartilhamento de infraestrutura entre os perfis falsos. Os registros cadastrais junto à plataforma Meta foram realizados em datas próximas, entre 22 e 23 de abril de 2026, com contatos telefônicos vinculados ao DDD 41, do Estado do Paraná.

Além disso, os sites dessas páginas teriam sido hospedados em sequência na plataforma Hostinger e vinculados a páginas genéricas em língua espanhola. A apuração aponta que as publicações usavam legendas neutras para driblar os algoritmos das redes sociais e dificultar o rastreamento dos reais financiadores.

Na visão do deputado, a operação utilizava uma segmentação geográfica estratégica direcionada a colégios eleitorais importantes. Um único anúncio alcançou até 350 mil impressões, distribuídas majoritariamente entre os estados de São Paulo (53%) e Minas Gerais (46%).

Pedido de quebra de sigilo

Diante disso, Mário Frias pede que a PGR requisite formalmente à Meta os dados cadastrais, meios de pagamento e identificadores internos de campanha das páginas. O parlamentar também solicitou o envio de cópia ao Ministério Público Eleitoral para apurar possíveis ilícitos eleitorais conexos, como abuso de poder econômico.

Para o congressista, o financiamento oculto opera como uma blindagem ilegal dos verdadeiros autores. Ele defende que a volatilidade e a curta duração das contas serviam para apagar rastros e dispersar a fiscalização institucional.

Em declaração oficial anexada à representação, o deputado Mário Frias criticou a conduta dos administradores das páginas. "Montaram uma máquina de mentiras paga para atacar a direita e se esconderam atrás de páginas fantasmas. Quem age às claras assina embaixo. O Brasil tem o direito de saber de onde veio esse dinheiro e a serviço de quem".