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Mensagem de mesário no WhatsApp é golpe? Veja o que fazer

Justiça Eleitoral de SP passou a convocar pelo app quem não respondeu ao e-mail e orienta checar selo azul e número oficial antes de interagir

Da redação
DA REDAÇÃO

05/08/2026 • 07:00 • Atualizado em 05/08/2026 • 07:00

Mensagem de mesário no WhatsApp é golpe? Veja o que fazer

Mensagem de mesário no WhatsApp é golpe? Veja o que fazer

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com a aproximação das Eleições 2026, eleitores têm recebido mensagens pelo WhatsApp informando sobre a convocação para atuar como mesários. O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) confirma que esse tipo de contato é oficial e complementa o e-mail enviado pelo tribunal.

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O uso do aplicativo busca agilizar a confirmação dos convocados e garantir equipes completas nas seções eleitorais no dia da votação.

Mesmo assim, em um cenário de aumento de golpes digitais, é fundamental checar a autenticidade da mensagem antes de responder.

Recebeu convocação no WhatsApp? Veja como saber se a mensagem é oficial

Segundo a Justiça Eleitoral, o WhatsApp é utilizado para comunicar eleitores que já constam como potenciais mesários e que não confirmaram a participação após o e-mail enviado pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). A mensagem é automatizada e segue um padrão nacional.

Para saber se o contato é verdadeiro, o eleitor deve observar dois pontos no perfil que enviou a convocação: o selo azul de verificação do WhatsApp e o número de telefone.

  1. A conta oficial aparece como perfil verificado, autenticado pelo próprio aplicativo;
  2. Também é essencial conferir se o número coincide com o canal informado pelo TRE-SP. O telefone é (11) 3130-2300 para esse tipo de comunicação. Em caso de dúvida, é possível consultar os contatos oficiais no site do tribunal.

"Ok, entendi" ou "Tenho dúvidas": o que responder para a Justiça Eleitoral

Quando a convocação chega, o sistema oferece três respostas rápidas para facilitar o atendimento: "Ok, entendi", "Não sou essa pessoa" e "Tenho dúvidas". A escolha de uma delas orienta os próximos passos e organiza o fluxo de atendimento da Justiça Eleitoral.

Ao selecionar "Ok, entendi", o eleitor recebe uma nova mensagem com os detalhes da participação, como função, endereço do local de trabalho, datas e horários, número do título e um código de confirmação.

Já em "Tenho dúvidas", o sistema envia informações adicionais e orientações sobre como confirmar presença ou relatar impedimentos.

Se a mensagem tiver sido enviada para o contato errado, a opção "Não sou essa pessoa" informa o equívoco, pede desculpas e encaminha os telefones e canais digitais da zona eleitoral responsável para correção dos dados.

Para casos de apoio logístico, a orientação é procurar diretamente a zona eleitoral para combinar horários e tarefas.

Alerta de fraude: como se proteger de golpes envolvendo dados de mesários

Ainda que o WhatsApp seja usado oficialmente, especialistas em segurança digital alertam que criminosos podem tentar se passar pela Justiça Eleitoral para obter dados ou dinheiro.

O órgão reforça que todos os serviços são gratuitos e que não há cobrança de taxas para regularizar a situação eleitoral ou confirmar a participação como mesário.

A recomendação é desconfiar de perfis sem selo de verificação e de links que peçam pagamentos, transferências ou dados bancários.

Em caso de mensagem suspeita, o eleitor não deve clicar em links nem enviar documentos e deve tirar dúvidas diretamente no cartório eleitoral ou pela Central de Atendimento ao Eleitor, no telefone 148.

Datas importantes até o posse do presidente eleito em 2027

O caminho até o dia da votação segue datas estabelecidas pela Resolução nº 23.760/2026 do TSE, que organiza as etapas da disputa eleitoral.

Uma das principais datas já passou: o prazo para tirar ou regularizar o título.

  • 6 de maio de 2026 (prazo final do título): Foi a data-limite para solicitar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral, revisar dados cadastrais ou regularizar pendências. A partir daí, o cadastro eleitoral foi fechado para permitir a organização das listas de votantes.
  • 20 de julho a 5 de agosto (convenções partidárias): Nesse período, partidos e federações realizam convenções para escolher oficialmente suas candidatas e candidatos e deliberar sobre coligações.
  • Até 15 de agosto (registro de candidaturas): É o prazo final para que partidos e federações apresentem à Justiça Eleitoral o pedido de registro de todas as candidaturas escolhidas nas convenções.
  • 16 de agosto (início da propaganda eleitoral): Começa oficialmente a propaganda eleitoral em geral, inclusive na internet, com divulgação de propostas e pedidos de voto dentro das regras definidas pelo TSE.
  • 28 de agosto a 1º de outubro (rádio e TV): Período da propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão para o primeiro turno, com inserções e programas destinados à apresentação das candidaturas.
  • 4 de outubro (1º turno): Data oficial da votação em todo o país. As seções eleitorais abrirão às 8h e fecharão às 17h, seguindo o horário de Brasília, inclusive em estados com fusos diferentes.
  • 25 de outubro (eventual 2º turno): Reservado para o segundo turno nas disputas para presidente da República e governadores, quando necessário, nos casos em que nenhum candidato alcançou maioria absoluta de votos válidos no primeiro turno.
  • 18 de dezembro (diplomação): Prazo final para que a Justiça Eleitoral entregue os diplomas aos eleitos, ato que confirma oficialmente o resultado das urnas e habilita as autoridades para a posse.
  • 5 e 6 de janeiro de 2027 (posse): Em razão da Emenda Constitucional nº 111, o presidente da República eleito tomará posse em 5 de janeiro de 2027. No dia seguinte, 6 de janeiro de 2027, será a vez dos governadores eleitos assumirem seus cargos nos estados e no Distrito Federal.

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