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Podemos decide ficar neutro na eleição presidencial e segue Republicanos

Partido não apoiará nem Lula, nem Flávio Bolsonaro nas Eleições 2026

Da redação
DA REDAÇÃO

04/08/2026 • 19:32 • Atualizado em 04/08/2026 • 19:39

Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, anuncia neutralidade do partido em eleição presidencial

Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, anuncia neutralidade do partido em eleição presidencial

Najara Araújo/Câmara dos Deputados

O Podemos anunciou nesta terça-feira (4) que adotará uma postura de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão da legenda ocorre após o movimento do Republicanos, que também oficializou hoje sua independência institucional no pleito presidencial, inviabilizando a indicação de um nome para compor chapa com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

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Em vídeo divulgado à imprensa e aos filiados, a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, afirmou que a posição de neutralidade foi tomada de forma coletiva, após consultar bancadas no Congresso e os diretórios estaduais da legenda de norte a sul do país.

"Depois de ouvir o partido de Norte a Sul e de construir essa decisão de forma coletiva, o Podemos definiu permanecer neutro na disputa presidencial. Essa posição representa milhões de brasileiros que não aguentam mais ver a divisão ocupar o lugar da união, ver o confronto ocupar o lugar do diálogo e ver a polarização ocupar o lugar de soluções", declarou Abreu.

Segundo a dirigente, a sigla optou por priorizar as demandas locais e o diálogo com diferentes correntes políticas em vez de entrar no embate ideológico nacional.

"O Brasil precisa de mais gente disposta a ouvir, com capacidade de dialogar com quem pensa diferente, de gente com coragem para construir consensos. Um Brasil que entende que divergências fazem parte da democracia, mas que os desafios que o país enfrenta exigem mais responsabilidade, mais disposição e diálogo para encontrar soluções", argumentou a presidente da sigla.

A postura de neutralidade do Podemos reforça um cenário de fragmentação e cautela nas coligações dos grandes partidos de centro e centro-direita no âmbito nacional. O movimento acompanha o caminho adotado pelo Republicanos, que aprovou em convenção a independência institucional no pleito para o Planalto para focar na expansão de suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, além de dar autonomia aos diretórios regionais.

Pressão nos estados e acenos a Lula travam alianças no centro

A busca por neutralidade das siglas de centro-direita tem relação direta com os arranjos políticos nos estados. A decisão do Podemos e do Republicanos se junta ao recuo do Progressistas (PP), que travou o indicativo de apoio formal a Flávio Bolsonaro (PL) após pressão de suas bancadas regionais, especialmente do Nordeste.

A resistência interna no PP impediu a indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS) como vice na chapa do parlamentar do PL. O objetivo dos parlamentares nordestinos da legenda era garantir a neutralidade nacional para permitirem a presença e a construção de palanques locais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Diante do travamento de alianças formais com siglas como PP, Republicanos e Podemos, a corrida pela definição da vice de Flávio Bolsonaro e pelas composições dos palanques estaduais ganha contornos mais complexos às vésperas do fim do prazo das convenções partidárias.