Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
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Eleições

Quaest: Flávio Bolsonaro e Lula estão tecnicamente empatados no 2º turno

Novo levantamento mostra Lula um ponto acima da última rodada, mas senador mantém vantagem numérica de 42% a 41%

8 min

21/09/2026 18:25 • Atualizado há 33 dias

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 42% das intenções de voto e Lula (PT) 41% em simulação de segundo turno da eleição presidencial de 2026. A diferença de um ponto coloca os dois em situação de empate técnico, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.

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Em relação à rodada anterior, divulgada há uma semana, Lula oscilou de 40% para 41%, enquanto Flávio Bolsonaro manteve os mesmos 42%. A vantagem numérica do senador se repete, mas continua estatisticamente indefinida por causa da margem de erro.

No cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, 14% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar, ante 13% na pesquisa passada. O grupo de indecisos recuou de 5% para 3%.

Outros cenários de segundo turno

Além do confronto com Flávio Bolsonaro, o instituto simulou outras quatro disputas de segundo turno. Em todas, Lula aparece numericamente à frente dos adversários, também em situações de empate técnico em três delas.

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  • Contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula tem 41% e o governador, 39%; brancos e nulos somam 16% e indecisos, 4%.
  • No duelo com Augusto Cury (Avante), o petista aparece com 39%, e o escritor, com 35%; 21% declaram voto em branco ou nulo e 5% estão indecisos.
  • Em cenário com Renan Santos (Missão), Lula registra 41%, ante 38% do adversário; 17% dizem votar em branco ou nulo e 4% não sabem.
  • Na disputa com Romeu Zema (Novo), Lula tem 46%, contra 32% do governador mineiro; os brancos e nulos são 18% e os indecisos, 4%.

Disputa de primeiro turno

Na simulação de primeiro turno, Lula lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Na pesquisa anterior, o petista aparecia com 36% e o candidato do PL, com 31%, o que indica oscilações dentro da margem de erro.

Entre os demais nomes testados, Augusto Cury tem 6%, Ronaldo Caiado aparece com 4%, Renan Santos registra 3% e Romeu Zema, 1%. Os demais pré-candidatos somam 1% ou menos. Os indecisos passam de 10% para 8%, e os que pretendem votar em branco, nulo ou não votar permanecem em 7%.

Leonardo Avalanche (PRTB) volta a aparecer na lista de presidenciáveis após a Justiça Eleitoral barrar a candidatura de Pablo Marçal, que foi considerado inelegível. Ele, no entanto, não alcança 1% das intenções de voto.

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Rejeição e firmeza do voto

Entre os entrevistados que já declaram intenção de voto em algum candidato, 79% afirmam que a escolha é definitiva, enquanto 21% dizem que ainda podem mudar até o dia da eleição.

O levantamento também mediu a rejeição dos principais nomes. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 56% dos eleitores, e Lula, por 55%. Romeu Zema tem 43% de rejeição, Ronaldo Caiado aparece com 40%, Renan Santos com 35% e Augusto Cury com 28%. Entre os demais pré-candidatos, os índices variam de 25% a 7%.

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre 17 e 20 de setembro, em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06004/2026.

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O que mostram as pesquisas para o primeiro turno

Nas intenções de voto para o primeiro turno, o presidente Lula aparece à frente nos levantamentos dos principais institutos divulgados ao longo do último mês. No levantamento da AtlasIntel/Bloomberg de 31 de agosto, os números apontavam Lula com 43,4% e Flávio com 33,7%.

Em rodada posterior do mesmo instituto, divulgada em 10 de setembro, os dados registraram Lula com 43% contra 37,4% de Flávio Bolsonaro. Já no levantamento mais recente da AtlasIntel, publicado no dia 17, a pesquisa indicou que Lula lidera com 44,1%, enquanto Flávio tem 41,7%.

Outros institutos também mapearam a liderança do petista nas primeiras semanas de setembro. Em pesquisa divulgada no dia 2, a Quaest mostrou Lula com 37% contra 30% de Flávio, destacando a subida de Augusto Cury para o 3º lugar.

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No dia seguinte, 3, o Datafolha revelou que Lula com 38% contra 33% de Flávio; Cury chegou a 8%. Em nova rodada nacional do Datafolha, veiculada em 11, registrou-se um cenário de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, enquanto Augusto Cury marcou 6%.

Na série do instituto Nexus/BTG Pactual, a sondagem divulgada em 8 de setembro indicou que Lula tem 39% e Flávio tem 35%, evoluindo na amostragem publicada em 14, na qual Lula teve 42% contra 37% de Flávio Bolsonaro.

O que mostram as pesquisas para o segundo turno

Nas simulações de um eventual segundo turno, os levantamentos indicam equilíbrio e disputa na margem de erro. O Datafolha divulgado em 3 de setembro mostrou que Lula e Flávio Bolsonaro empatados tecnicamente, com o atual presidente somando 46% contra 44% do senador do PL.

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Já no levantamento do BTG/Nexus de 8 de setembro apontou que Flávio e Cury ficam numericamente à frente de Lula, com Flávio atingindo 46% e Cury 45% contra o candidato à reeleição. Na rodada seguinte, no dia 14, observou-se que Lula empataria com Flávio e Cury no 2º turno e venceria nomes como Caiado, Zema e Renan. No mesmo dia, a pesquisa da Quaest mostrou que Flávio Bolsonaro ultrapassou Lula numericamente pela 1ª vez no 2º turno, marcando 42% contra 40% do petista.

O que mostram as pesquisas por região

Na Região Nordeste, o presidente Lula mantém larga vantagem nos levantamentos. Na Bahia, em sondagem divulgada em 27 de agosto, a Quaest registrou Lula com 50% dos votos na Bahia contra 17% de Flávio Bolsonaro. Já a pesquisa AtlasIntel publicada em 3 de setembro apontou que Lula liderava no Ceará com 51,6% contra 25,7% de Flávio. Já no dia 10, novas amostragens do instituto mostraram que Lula liderava a disputa no Alagoas com 47,7% contra 37% de Flávio e que Lula tem 53,7% de imagem positiva no Sergipe contra 31,8% de Flávio.

Nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, os levantamentos divulgados pela AtlasIntel no dia 3 de setembro expõem uma disputa equilibrada. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Flávio tinha 39,9% das intenções de voto em SP contra 36% de Lula. O quadro se inverte no Rio de Janeiro, onde Lula tem 41,1% contra 36,9% de Flávio, e em Minas Gerais, estado no qual Lula liderava com 44,3% contra 35,4% de Flávio. No Distrito Federal, a mesma pesquisa indicou Flávio Bolsonaro com 42,4% e Lula com 36,8%.

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Por fim, na Região Sul, o candidato do PL apresenta seus desempenhos mais elevados. No levantamento da AtlasIntel divulgado em 3 de setembro, Flávio Bolsonaro liderava no Rio Grande do Sul com 41,3% contra 39,7% de Lula, em situação de empate técnico. Já na pesquisa mais recente da AtlasIntel, publicada no dia 17, Flávio tinha 53,7% no Paraná e Lula, 34%.

O que mostram as pesquisas por rejeição

O que mostram as pesquisas por escolaridade

Pesquisa divulgada pela AtlasIntel no dia 3 de setembro avaliou a intenção de voto de entre os eleitores por escolaridade.

No Rio de Janeiro, o levantamento apontou que Lula tem maior vantagem entre pessoas com ensino superior no RJ, somando 49,1% das intenções contra 24,1% de Flávio Bolsonaro nesse estrato. O petista também lidera no grupo com ensino fundamental (50,5%), enquanto o senador do PL assume a dianteira entre os eleitores com ensino médio (43,2%).

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No Rio Grande do Sul, a sondagem identificou padrão semelhante na faixa de alta escolaridade: Lula tem vantagem entre eleitorado mais escolarizado no RS, acumulando 41,5% de preferência ante 33% do parlamentar.

Já em São Paulo, o recorte socioeconômico da mesma pesquisa mostrou um contraste relevante: Flávio Bolsonaro lidera entre eleitores de menor renda em SP e no segmento evangélico, enquanto Lula encontra seus patamares mais consolidados nas fatias de maior renda no estado.

Como funciona uma pesquisa eleitoral

As sondagens de intenção de voto seguem critérios estatísticos para representar a composição do eleitorado nacional por renda, escolaridade, idade e região. Entender a metodologia, as amostras e o financiamento dos levantamentos é essencial para acompanhar o cenário político, sendo possível verificar como funcionam as pesquisas eleitorais e quem paga por elas.

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Como identificar pesquisas falsas

Com a proximidade do pleito, a circulação de levantamentos não registrados ou adulterados tende a aumentar nas redes sociais. Para evitar desinformação, é fundamental consultar o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e saber como identificar pesquisas eleitorais falsas antes de compartilhar dados sobre a disputa.

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