Mendonça libera caso de mensagens entre Moraes e Vorcaro ao plenário do STF
Encaminhamento do processo ao plenário da Corte foi feito neste domingo após dias tensa; Fachin definirá próximos passos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça encaminhou, neste domingo (6), ao plenário da Corte a PET 16662, que trata das investigações que revelaram mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, que está preso desde março.
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Apesar do encaminhamento, a decisão sobre os próximos passos da ação ficarão com o presidente do STF, Edson Fachin. Ele já indicou que deve, sim, dividir essa responsabilidade com os outros ministros em plenário, mas existe a possibilidade de ele resolver tudo a portas fechadas.
Fachin declarou na semana passada que nenhuma autoridade está acima da lei e instaurou um procedimento oficial de apuração, dando prazo de 5 dias úteis para que STF, PF e PGR prestem informações por escrito sobre o caso.
O envio do processo ao plenário poderia ter sido acontecido na semana passada. Segundo apuração da Band, Mendonça já se movimentava para saber se colegas da Corte avaliariam a conduta de Moraes. Na última terça-feira (1º), o desentendimento entre os dois ministros, que precisou de intervenção da segurança do STF, já teria sido motivada por isso.
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Foi também na terça-feira que Mendonça derrubou o sigilo da investigação e tornou públicas as mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Na sequência, Moraes contra-atacou o colega e o inclui no inquérito das fake news e pediu a Fachin a abertura de uma investigação do colega por supostas irregularidades nas investigações.
Entenda a crise no STF
O estopim do conflito é uma investigação da Polícia Federal (PF) que levou a apreensão do aparelho celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A perícia revelou mensagens trocadas em novembro de 2025 entre o empresário e Moraes, nas quais Vorcaro demonstrava conhecimento de operações policiais e questionava se deveria deixar o país.
Também foram reveladas suspeitas de favorecimento envolvendo um contrato de R$ 131 milhões com o escritório de advocacia da esposa de Moraes.
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A crise converteu-se em uma batalha pública quando o ministro André Mendonça, relator do caso Master, derrubou o sigilo dos relatórios policiais. A exposição pública das conversas de Moraes desencadeou uma contraofensiva imediata. Moraes, na condição de relator do inquérito das fake news, incluiu Mendonça na investigação, acusando-o criminalmente de abuso de autoridade, usurpação das funções da PF e perseguição política direcionada.
O revide de Mendonça veio na mesma moeda: o ministro foi pessoalmente ao gabinete do presidente do STF, Edson Fachin, solicitar o imediato afastamento de Moraes das suas funções judiciais. Sob extrema pressão, cabe agora a Fachin, que já determinou prazos para manifestações da Procuradoria-Geral da República e da PF, tomar decisões cruciais que redefinirão os limites e a autoridade da mais alta Corte do país.
