
INSS
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi prorrogada por mais 120 dias. O prazo para o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil) ler o requerimento do trabalho realizado pela Comissão terminava nesta quinta-feira (26).
Desde o início do ano, os integrantes da Comissão pediam a prorrogação por mais 90 dias após sessões serem canceladas e atrasos nos trabalhos devido à grande quantidade de habeas corpus concedidos.
Ainda nesta quinta, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar se mantém a decisão do ministro André Mendonça para a prorrogação.
Caso o plenário da Suprema Corte derrube a decisão do relator, Davi Alcolumbre não será obrigado a prorrogar a comissão mista, que será encerrada em 28 de março.
No início da semana, André Mendonça, relator do caso no STF, atendeu ao pedido de limitar feito pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e deu o prazo de 48 horas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), fizesse a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos da CPMI. Segundo o parlamentar, há omissão de Alcolumbre e da Mesa Diretora ao não receberem o requerimento de prorrogação.
Uma das grandes discussões dentro da Comissão é o nome de Lulinha, filho do presidente Lula (PT), que teve o nome citado para ser ouvido pela proximidade com alguns investigados pelos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lulinha, que está na Europa, não chegou a ser ouvido, e sua defesa disse que ele poderia ser ouvido para prestar esclarecimentos ao ministro André Mendonça a qualquer momento.
CPMI do INSS
A CPMI iniciou os trabalhos em agosto do ano passado e passou a investigar os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
No decorrer das sessões, a comissão também passou a apurar as supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados.
Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Os dados estavam em celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão após autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
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