
Polícia Federal
Reprodução
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, com o objetivo de aprofundar investigações relacionadas à suposta prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
A reportagem da Band apurou que pessoas ligadas ao líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, são alvos da operação. O parlamentar não é alvo, mas já foi em uma fase anterior.
As medidas judiciais, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais para coleta e preservação de elementos de prova.
As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos.
Segundo a Polícia Federal, há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual.
Nas fases anteriores, foram identificadas supostas irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). “A atual fase aprofunda as apurações sobre a movimentação e a destinação desses recursos”.
A terceira fase da operação apura a versão de Sóstenes Cavalcante sobre o valor de R$ 400 mil encontrado pela Polícia Federal durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um endereço ligado a ele. Ele foi alvo da ação em dezembro do ano passado.
Procurado pela reportagem da Band, o deputado federal Sóstenes Cavalcante declarou que só irá se manifestar quando os advogados tiverem acesso a decisão.
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