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Ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar é preso novamente pela PF

Alvo de mandado de prisão preventiva em Teresópolis, ex-parlamentar é investigado por obstruir investigações sobre grupos criminosos no estado

Da redação
DA REDAÇÃO

27/03/2026 • 18:51 • Atualizado em 27/03/2026 • 18:51

Ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar é preso novamente pela PF

Ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar é preso novamente pela PF

Divulgação/Alerj

A Polícia Federal deflagrou, no fim da tarde desta sexta-feira (27), a terceira fase da Operação Unha e Carne. A ação, que cumpre determinações do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou na prisão preventiva do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar.

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Os agentes federais cumpriram os mandados de prisão e de busca e apreensão na residência do investigado, localizada em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, Bacellar é suspeito de vazar informações sigilosas que comprometeram o andamento da Operação Zargun, realizada originalmente em setembro de 2025. O compartilhamento indevido desses dados teria causado a obstrução direta dos trabalhos policiais que visavam desarticular estruturas criminosas no estado.

Após a detenção, o preso foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro para os procedimentos formais e, na sequência, será transferido para o sistema prisional fluminense, onde aguardará a disposição da Justiça.

Contexto e diretrizes do STF

A deflagração desta fase da Operação Unha e Carne ocorre em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo STF no âmbito da ADPF 635, conhecida como a "ADPF das Favelas". A decisão judicial determina que a Polícia Federal assuma o protagonismo em investigações que envolvam a atuação de grupos criminosos violentos no Rio de Janeiro, especialmente quando há indícios de conexões e suporte de agentes públicos a essas organizações.

Conforme detalhado pela Polícia Federal, o foco central desta linha de investigação é identificar como a rede de influência de figuras políticas e ex-gestores colabora para a manutenção do crime organizado. O monitoramento de vazamentos e a identificação de informantes dentro da estrutura estatal são prioridades para garantir a eficácia das operações futuras. O material apreendido na residência em Teresópolis será periciado e pode dar origem a novos desdobramentos da operação nas próximas semanas.