
Michelle Bolsonaro
Agência Brasil
Michelle Bolsonaro recebeu uma defesa importante na possível candidatura ao Senado. Celina Leão (PP), governadora do Distrito Federal e Bia Kicis, deputada federal pelo PL, apoiaram publicamente a candidatura da esposa de Jair Bolsonaro.
Durante o lançamento da pré-candidatura de Celina Leão como candidata à reeleição no DF, ela afirmou estar conversando com a amiga, mas que não há decisão definitiva da ex-primeira-dama.
"Ela tem esse trabalho pensado. Ela não pode desistir de ficar aqui. Eu sempre trabalhei para que mulheres participem da política, por maior que seja o desafio", disse no evento. Bia Kicis também disse que Michelle é pré-candidata ao Senado. "Nossa primeira-dama Michelle Bolsonaro, pré-candidata também ao Senado, junto comigo, nós estamos fechadas com a nossa leoa, Celina Leão”, declarou.
"Sou do PL, partido do presidente Bolsonaro, da primeira-dama Michelle Bolsonaro, que vai ser candidata ao Senado junto comigo", declarou a deputada no discurso, ainda que a aliada não tenha confirmado a empreitada. Questionada pelo Estadão sobre a ausência da aliada, Celina disse após o evento que vem tentando convencer Michelle a concorrer nas eleições, uma vez que mulheres são poucas na política, e que a ex-primeira-dama ainda não tomou a decisão.
"O nosso gesto é que ela realmente venha. Eu sempre falo para ela, quando ela faz um trabalho no Brasil inteiro, abrindo diretórios (do PL Mulher), ela não pode desistir no meio do caminho", afirmou.
Michelle Bolsonaro ameaçou deixar disputa ao Senado
No último dia 30, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, se reuniu com Michelle Bolsonaro para tentar aparar as arestas após o conflito familiar gerado entre a pré-candidata ao Senado e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
Em conversa ocorrida na sede do partido, Michelle Bolsonaro ameaçou colocar sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal “à disposição”, alegando cansaço e falta de espaço nas decisões da legenda. A esposa do ex-presidente reclamou “não estar sendo ouvida” internamente.
Michelle também pediu para deixar a presidência do PL Mulher. Valdemar ainda fez um apelo para mantê-la no cargo, mas a ex-primeira dama disse que "está sem tempo" diante dos cuidados de saúde que Bolsonaro necessita. Ficou acertado, então, o seu “afastamento temporário”. Vale lembrar que é a segunda vez que ela deixa momentaneamente o cargo - a primeira foi a na ocasião da prisão do ex-presidente, em novembro de 2025.
Em maio, Michelle já tinha colocado a sua candidatura ao Senado em xeque ao afirmar que, enquanto precisar cuidar do marido, não deverá disputar eleições neste ano. "A prioridade é a minha casa, o meu marido. Eu não posso pensar no amanhã se hoje preciso estar firme e forte para cuidar dele. Ele quer muito (que eu concorra), mas acho que a minha contribuição eu já dei. Se eu tiver que ficar em casa cuidando dele, eu vou ficar", afirmou.
*Com informações de Agência Estado.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

