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Flávio Bolsonaro fala em 'DNA do PT' no Caso Master e pede criação de CPI

Senador e pré-candidato à Presidência comentou a operação da PF contra Jaques Wagner

Da redação
DA REDAÇÃO

18/06/2026 • 20:57 • Atualizado em 18/06/2026 • 20:57

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro

REUTERS/Daniel Cole

Senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) comentou a operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira (18) e que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Para o parlamentar, as investigações mostram que há "DNA petista" por trás das irregularidades do Banco Master.

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Nós sempre soubemos que a origem de todo esse escândalo do Master era exatamente o PT da Bahia e todos estavam aguardando que isso viess à tona. Sabemos que foi ali no PT da Bahia a origem, o cerne, de toda esse esquema que desaguou na questão do Banco Master e, obviamente, Jaques Wagner como grande liderança. --Flávio Bolsonaro

Em entrevista à rádio Jovem Pan, Flávio Bolsonaro usou a operação para reforçar o pedido de instalação de uma CPI do Master no Congresso. Segundo ele, a resistência do governo em apoiar a investigação se deve ao medo de que as relações entre o banco e figuras influentes do PT, como Rui Costa e o próprio Jaques Wagner, sejam expostas. "Quem não tem nada a temer não tem o que esconder", afirmou.

A investigação da PF apura crimes de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro no sistema financeiro. Durante busca em imóveis ligados ao senador, agentes apreenderam 33 mil euros, US$ 55 mil dólares e 13 relógios de luxo. Além disso, a PF investiga um repasse de R$ 3,5 milhões para a empresa BN Financeira Ltda., vinculada à família do senador petista.

Em sua defesa, Jaques Wagner negou qualquer irregularidade, afirmando que o dinheiro em espécie provém de diárias de viagens internacionais não utilizadas e que sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é "praticamente zero".

‘Brasil sem medo’

Em meio ai desgaste político do adversário, Flávio lançou, nesta quinta-feira o plano "Brasil Sem Medo", uma plataforma de segurança que promete "radicalizar" o combate ao crime com medidas como a redução da maioridade penal para 14 anos e a classificação de facções como grupos terroristas.

O projeto do pré-candidato traz referências a políticas de segurança de Nayib Bukele, em El Salvador, e de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo. O plano é composto por 12 medidas emergenciais. Entre as propostas mais controversas estão:

  • Redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes graves (estupro, tortura e latrocínio);
  • Classificação de facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e o PCC, como organizações terroristas;
  • Implementação de castração química para crimes específicos;
  • Uso de georreferenciamento e tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores de mulheres em tempo real.

Relações internacionais e economia

Sobre sua agenda internacional, Flávio mencionou conversas recentes com aliados de Donald Trump nos EUA. Ele afirmou ter solicitado que empresas brasileiras não sejam sobretaxadas pelo governo americano, além de ter pedido que facções brasileiras sejam classificadas como terroristas por Washington.

No campo econômico, o senador pintou um cenário crítico do atual governo, citando o alto endividamento das famílias brasileiras e o recorde de pedidos de recuperação judicial no setor do agronegócio como justificativas para a necessidade de alternância de poder.

Flávio também classificou a recente condenação de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, pelo STF como uma "farsa" e fruto de uma "vingança pessoal" do ministro Alexandre de Moraes. O ex-deputado federal foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação e obstrução de Justiça durante investigações da tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.