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Republicanos volta atrás e confirma Cleitinho na disputa ao governo de MG

Legenda afirma ter reavaliado posição após pedido de desculpas do senador e apelo de candidatos estaduais da legenda; agora candidato havia deixado a disputa por 'problemas pessoais'

WESLEY BIÃO

07/08/2026 • 21:48 • Atualizado em 08/08/2026 • 00:37

A corrida eleitoral em Minas Gerais ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (7). Três dias depois de dizer não, o Republicanos voltou atrás e confirmou o senador Cleitinho Azevedo como candidato ao governo do estado. A decisão foi confirmada em nota do partido.

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Segundo a legenda, a autorização foi dada depois de o senador ´"reconhecer os equívocos cometidos durante o processo, apresentar formalmente suas desculpas à direção nacional e estadual do partido, à população mineira e às forças políticas envolvidas na construção eleitoral". O parlamentar também assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim.

De acordo com a nota, o presidente do partido, deputado Marcos Pereira (SP), "manteve sua posição enquanto permaneceram as incertezas" e reavaliou a decisão "somente diante de fatos novos, compromissos objetivos e, sobretudo, dos reiterados apelos dos candidatos a deputado federal e estadual do Republicanos em Minas Gerais".

O anúncio põe em cena novamente o nome que liderava as pesquisas de intenção de voto para a sucessão estadual. Na mais recente Genial/Quaest, divulgada no último dia 28 , Cleitinho aparecia com 35% no principal cenário estimulado, à frente do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e do deputado federal Patrus Ananias (PT). Em simulação de segundo turno, tinha 44% contra 29% de Kalil.

Candidatura virou novela

A confirmação encerra um impasse que se arrastava há dias. A ausência do parlamentar da convenção estadual do Republicanos, no último dia 25 de julho, levou o partido a anunciar, no dia 29, que o senador estava fora da disputa. Segundo a direção partidária, a hesitação do senador afetou o planejamento da sigla nos últimos meses.

Cleitinho reagiu ao veto e reafirmou sua intenção de disputar o governo, justificando sua ausência na convenção partidária como uma necessidade de respeitar o luto pela morte do irmão. Matheus Azevedo, o irmão mais novo do senador, morreu em 18 de julho – uma semana antes da convenção do Republicanos.

Um dia antes da decisão do Republicanos, o agora candidato havia publicado um vídeo produzido com inteligência artificial junto ao pai, José Maria Azevedo, e ao irmão – ambos mortos. No diálogo, os parentes o incentivam a concorrer ao governo. José Maria morreu em 2024, vítima das complicações de um câncer na bexiga. Já Matheus estava em tratamento contra leucemia.

Já na última segunda-feira (3), Cleitinho abriu mão da disputa pelo Palácio Tiradentes por “questões pessoais”. O senador disse que passava um momento pessoal difícil e que precisava se dedicar à recuperação e à família antes de assumir uma campanha.

Um dia depois, durante a convenção nacional do partido, em Brasília, Cleitinho pediu a palavra fora do cronograma para se desculpar e pedir uma nova chance, atribuindo a decisão do dia anterior a uma instabilidade espiritual. O pedido foi negado.

O partido vetou a candidatura citando a falta de estabilidade do parlamentar. "Não podemos submeter o partido a uma candidatura com tamanha instabilidade em que o Cleitinho um dia quer ser candidato, outro dia ele não quer ser candidato", declarou Pereira na ocasião.