Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, rebateu as afirmações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse, nesta sexta-feira (29), que “soberania é o povo brasileiro livre de viver em áreas dominadas por esses narcoterroristas!”.
A afirmação acontece após os Estados Unidos classificarem Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas. O governo Lula classificou a medida como um "retrocesso no combate ao crime" e ressaltou que "a soberania nacional é inegociável".
Encontre alguém que te ama, como Lula ama CV e PCC. Não são ‘nossos’ criminosos, Lula. São SEUS criminosos. Soberania é o povo brasileiro livre de viver em áreas dominadas por esses narcoterroristas! --Flávio no X (antigo Twitter)
A medida do governo dos Estados Unidos foi anunciada dois dias depois da visita de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Casa Branca. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que havia pedido a Trump para que as facções fossem designadas como grupos terroristas.
Classificação americana
Na noite de quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a designação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O governo americano também informou a intenção de classificar ambas as facções como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), medida que entra em vigor no dia 5 de junho.
O CV e o PCC são descritos pelo governo de Donald Trump como duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Segundo o comunicado oficial, juntas, as facções comandam milhares de membros e têm sido responsáveis por ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros.
O Departamento de Estado afirma ainda que a influência e as redes ilícitas dos dois grupos ultrapassam as fronteiras brasileiras, alcançando outros países da região e os próprios Estados Unidos.
Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, celebrou a decisão nas redes sociais e disse que ela fortalece o combate internacional ao crime organizado. O ex-parlamentar agradeceu nominalmente a Trump, ao secretário de Estado Marco Rubio e ao vice-presidente JD Vance pela medida.
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