Band Política

Governo Lula convoca reunião ministerial após medida dos EUA contra facções

Decisão dos EUA sobre classificação do PCC e CV como organizações terroristas mobiliza governo Lula

Da redação
DA REDAÇÃO

29/05/2026 • 11:30 • Atualizado em 29/05/2026 • 11:55

O governo federal organizou uma reunião ministerial, no início da tarde desta sexta-feira (29), para discutir medidas após os Estados Unidos anunciarem a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

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A reunião, marcada para ter início às 12h, reúne membros do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), Casa Civil e do Ministério da Fazenda. O governo federal foi pego de surpresa com a decisão americana e não se pronunciou após o anúncio de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Nos bastidores, interlocutores da gestão federal admitem que houve forte surpresa e frustração com a Casa Branca.

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva esperavam que o governo norte-americano fizesse um comunicado prévio a Brasília antes de divulgar a informação. Havia a expectativa de uma cortesia diplomática, especialmente após o recente encontro bilateral considerado amistoso entre Lula e o presidente Donald Trump, em Washington.

Na noite de quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a designação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O governo americano também informou a intenção de classificar ambas as facções como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), medida que entra em vigor no dia 5 de junho.

O CV e o PCC são descritos pelo governo de Donald Trump como duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Segundo o comunicado oficial, juntas, as facções comandam milhares de membros e têm sido responsáveis por ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros.

O Departamento de Estado afirma ainda que a influência e as redes ilícitas dos dois grupos ultrapassam as fronteiras brasileiras, alcançando outros países da região e os próprios Estados Unidos.

A medida foi anunciada dois dias depois da visita de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Casa Branca. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que havia pedido a Trump para que as facções fossem designadas como grupos terroristas.

Flávio Bolsonaro em visita à Casa Branca   Crédito: Divulgação

Flávio Bolsonaro em visita à Casa Branca   Crédito: Divulgação