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Hugo Motta cria comissão especial que vai analisar fim da escala 6x1

Presidente da Câmara definiu que colegiado será composto por 37 membros titulares; ainda não há definição sobre o relator

WESLEY BIÃO

24/04/2026 • 17:04 • Atualizado em 24/04/2026 • 17:04

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou nesta sexta-feira (24) a Comissão Especial destinada a analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho no Brasil.

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O colegiado será composto por 37 membros titulares e igual número de suplentes, acrescido de mais um titular e um suplente, em atendimento ao rodízio entre bancadas não contempladas na distribuição proporcional. Ainda não há definição de quem será o relator.

O parecer favorável ao andamento do projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa na última quarta-feira (24). A aprovação fez com que as duas propostas analisadas passassem a correr como um único texto.

O primeiro, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) propõe reduzir a escala pra 36 horas semanais em um prazo de dez anos. O segundo, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê a redução para a escala 4x3, com um prazo de 360 dias para entrada em vigor.

Nenhum dos textos tem ligação com o enviado pelo Planalto. Nele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a redução da escala de seis para cinco dias semanais, com uma jornada de 40 horas por semana.

Para o relator, o atual modelo da jornada de trabalho – no máximo 44 horas semanais – "tem efeitos desproporcionais sobre mulheres, jovens e os segmentos mais pobres, os quais têm suas oportunidades de qualificação profissional e sua qualidade de vida comprometidas".