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Lula propõe a Donald Trump grupo global contra o crime organizado

Trump e Lula se encontraram na tarde desta quinta-feira, na Casa Branca

Da redação
DA REDAÇÃO

07/05/2026 • 16:40 • Atualizado em 07/05/2026 • 18:09

Lula e Trump

Lula e Trump

Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma proposta, nesta quinta-feira (7), ao líder dos Estados Unidos, Donald Trump, para a criação de um grupo de trabalho internacional voltado ao combate ao crime organizado. Os dois tiveram um encontro na Casa Branca, em Washington, onde discutiram também comércio bilateral, tarifas e terras raras.

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Ao comentar a questão do crime organizado, o mandatário brasileiro defendeu que o enfrentamento ao tráfico não deve ser pautado pela hegemonia de uma única nação, mas, sim, por uma cooperação compartilhada que envolva países da América do Sul, América Latina e demais regiões do globo.

Lula ressaltou que o Brasil possui expertise institucional, citando a atuação da Polícia Federal no combate ao tráfico de armas e entorpecentes, para liderar e colaborar tecnicamente com essa iniciativa. O objetivo central é unificar inteligências para resolver em décadas problemas estruturais de segurança que persistem há séculos.

Lula avaliou como muito positivo o encontro com Trump. “Acho que foi importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos. O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo qualquer assunto. Nós não temos veto, não tem assunto proibido. A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutível.”

Já Trump usou sua rede social para dar sua avaliação e afirmou que a reunião, que durou cerca de 3 horas foi “muito produtiva”. Ele também anunciou novas reuniões com representantes dos dois países para os próximos meses.

“Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o dinâmico presidente do Brasil. Discutimos diversos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião foi muito produtiva", afirmou.

Trump ainda afirmou que representantes dos dois presidente terão novas reuniões para “discutir alguns pontos-chave”. “Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, afirmou o presidente americano.