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Magistrados pedem ao STF mais tempo para cumprir regra dos penduricalhos

Associações querem 30 dias para se adaptarem às mudanças no pagamento acima do teto

Da redação
DA REDAÇÃO

27/04/2026 • 15:15 • Atualizado em 27/04/2026 • 15:15

STF

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Bruno Carneiro/STF

Duas associações de juízes recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir mais tempo para os magistrados cumprirem a nova regra dos penduricalhos, como ficaram conhecidas as verbas adicionais que permitem remunerações acima do teto.

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A ideia das instituições é suspender a eficácia da decisão da Corte pelo prazo de 30 dias após o julgamento dos embargos de declaração, que ainda podem ser solicitados ao Supremo.

O STF determinou, em março, a extinção de diversos auxílios financeiros pagos a juízes e membros do Ministério Público, limitando esses benefícios, chamados de penduricalhos, a 35% do salário de um ministro da Corte, o que equivale hoje a R$ 16,2 mil extras sobre o teto constitucional de R$ 46,3 mil.

Os ministros entenderam que pagamentos previstos apenas em decisões administrativas, resoluções ou leis estaduais, sem respaldo em lei federal, são inconstitucionais e devem ser suspensos imediatamente.

Dessa forma, foram restringidos benefícios como auxílios natalinos, de natalidade e creche; auxílio combustível; assistência pré-escolar e auxílio-moradia (nos moldes questionados); licença remuneratória para cursos no exterior e gratificações por encargo de curso ou concurso.

Por outro lado, o STF validou a manutenção de penduricalhos que possuem previsão em lei federal, desde que respeitem o novo teto de 35%. Estão nesta lista diárias, ajuda de custo para mudança de domicílio, gratificação por exercício em comarca de difícil provimento e a indenização de férias não gozadas.

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