
Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a prisão preventiva do contador Washington Travassos de Azevedo, investigado por suspeita de envolvimento no vazamento de dados fiscais sigilosos de pessoas ligadas a autoridades da República.
A prisão foi noticiada primeiro pela Folha de S. Paulo, neste sábado, e confirmada pela equipe de reportagem da Band.
A decisão foi tomada no dia 13 de março de 2026, a pedido da Polícia Federal, no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma organização criminosa voltada à obtenção e disseminação ilegal de informações protegidas por sigilo funcional.
Segundo informações obtidas pela Band, a Procuradoria-Geral da República apontou que o investigado teria atuado como um dos mandantes dentro da estrutura do grupo. Entre 8 de janeiro de 2024 e 27 de janeiro de 2026, ele teria acessado dados de declarações do Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF) de 1.819 contribuintes.
De acordo com a manifestação da PGR, entre os alvos estavam pessoas vinculadas a ministros do STF, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), deputados federais, ex-senadores, um ex-governador, além de dirigentes de agências reguladoras, empresários e outras figuras públicas. O material obtido incluiria, inclusive, o download das declarações fiscais.
Washington Travassos de Azevedo foi preso no dia 14 de março de 2026, no Rio de Janeiro. A audiência de custódia foi realizada no mesmo dia, conforme os trâmites legais.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e esclarecer a extensão do possível vazamento de dados sigilosos, bem como o uso das informações obtidas.
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