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Moraes ordena que Exército entregue armas de Bolsonaro à PF; veja a lista

Ministro determinou que o Exército entregue arsenal acautelado em Brasília em até 48 horas; medida é um desdobramento de decisão anterior sobre armamentos

Thayane Melo
THAYANE MELO

06/07/2026 • 11:33 • Atualizado em 06/07/2026 • 11:47

Bastidores de Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o Comando do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, entregue à Superintendência da Polícia Federal um total de oito armas que estavam sob guarda da unidade.

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A decisão, assinada neste domingo (5), atende a desdobramentos de um processo em curso e estipula o prazo de 48 horas para o cumprimento da medida, que inclui o recolhimento e a guarda dos itens vinculados ao presente caso.

Lista dos armamentos recolhidos

De acordo com o documento, a relação de armas que devem ser transferidas para a custódia da Polícia Federal inclui pistolas, carabina/fuzil e espingardas, sendo a maioria de calibre restrito. Os itens listados pelo ministro são:

  • Pistola Forjas Taurus (calibre .380);
  • Pistola Forjas Taurus (calibre .40);
  • Pistola Glock (calibre 9x19 mm);
  • Carabina/Fuzil Springfield Armory (calibre 7,62x51 mm);
  • Espingarda Typhoon (calibre 12 GA);
  • Pistola Arex (calibre 9x19 mm);
  • Pistola SIG-Sauer (calibre 9x19 mm);
  • Espingarda Maestro Arms Company (calibre 12 GA).

Verificação de outros itens

Além da ordem direta ao Exército, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal certifique se já possui a custódia de uma Carabina/Fuzil Caracal e de uma Pistola Caracal. Caso a corporação ainda não esteja de posse desses equipamentos, o despacho ordena a imediata apreensão e a respectiva guarda dos itens pelo órgão policial.

Contexto da defesa

A manifestação da defesa de Jair Messias Bolsonaro ocorreu após o Tribunal de Contas da União (TCU) emitir o Acórdão 504/2023, que fundamentou a entrega inicial de parte do armamento à Polícia Federal, ocorrida em 24 de abril de 2023. Segundo os advogados, os demais itens listados na decisão judicial de 3 de julho de 2026 permaneceriam acautelados no Batalhão de Polícia do Exército. Com a nova determinação, os advogados constituídos e a Procuradoria-Geral da República serão intimados para o acompanhamento do processo.

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