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Moraes ouvirá defesa de Bolsonaro antes de decidir sobre prisão domiciliar

Magistrado agendou audiência com advogados após encerramento do prazo de permanência em casa por motivos humanitários

Da redação
DA REDAÇÃO

30/06/2026 • 11:26 • Atualizado em 30/06/2026 • 11:26

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes realizará uma reunião com os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (30), em Brasília. O encontro no gabinete do magistrado antecederá a definição sobre a prorrogação ou a suspensão da prisão domiciliar do político.

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A audiência atende a um pedido da própria defesa de Jair Bolsonaro. Os advogados tentam estender a permanência do ex-presidente em casa após o encerramento do prazo de 90 dias da medida, que havia sido concedida em caráter humanitário pelo ministro no mês de março.

Fim do prazo e análise de pedidos

O período estipulado para a prisão domiciliar humanitária terminou na última quinta-feira. Embora os advogados tenham formalizado o pedido de prorrogação na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes optou por ouvir as demais partes envolvidas antes de emitir uma decisão definitiva sobre o caso.

Paralelamente, as autoridades avaliam o impacto da apreensão de uma arma registrada em nome de Jair Bolsonaro. A localização do armamento gerou questionamentos se a situação poderia comprometer a manutenção do benefício do ex-presidente e provocar o seu retorno ao regime fechado.

Manifestação da PGR e investigações

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, declarou na semana passada que a presença da arma na residência não configura, a princípio, uma falta disciplinar por parte do ex-presidente. A manifestação diminui a pressão imediata sobre a perda do direito ao regime domiciliar.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) avalia que é necessário aguardar a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil, órgão que inclusive já colheu o depoimento do ex-presidente sobre o episódio. Somente após o encerramento das apurações a PGR e o STF terão elementos para definir a manutenção da medida. O ministro Alexandre de Moraes, contudo, não confirmou se vai esperar o resultado policial.