Aliados do ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem (PL) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a prisão do ex-político pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE). Os parlamentares da oposição também vão pedir asilo político ao Ramagem nos Estados Unidos. Ele estava foragido e foi detido na segunda-feira (13)
O deputado Cabo Gilberto Silva (PL), líder da oposição, afirmou, em entrevista à BandNews TV, que oficializou o presidente do Supremo Tribunal Federal da decisão da 1º Turma da Corte que desrespeitou a decisão de 315 votos contra a cassação de Ramagem e que peça aos EUA a suspensão da prisão. Apesar da prisão pelo ICE, o parlamentar atribuiu a detenção à perseguição política.
É importante deixar claro que essa detenção foi causa do passaporte, que o visto de turista venceu no último mês por conta da perseguição política que ele sofre no Brasil, porque ele foi condenado de forma ilegal e inconstitucional.
Cabo Silva disse estar ciente que, dificilmente, o STF vai atender o pedido da oposição. No entanto, ressalta que os EUA defendem as instituições e a democracia.
“Fizemos tudo isso para constranger o STF e mostrar a população brasileira o que de fato vem ocorrendo no nosso país. É inegável que a Suprema Corte está envolvida em corrupção”, ressaltou.
Entenda o caso
O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) no governo de Jair Bolsonaro (PL) estava foragido nos Estados Unidos desde que foi condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.O ex-parlamentar deixou o Brasil em setembro de 2025 de forma clandestina, evitando pontos oficiais de controle migratório. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, ele cruzou a fronteira pelo estado de Roraima, passou pela Guiana e embarcou para os Estados Unidos com um passaporte diplomático que não havia sido apreendido pelas autoridades.O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva de Ramagem em novembro de 2025, dias após ele ser flagrado em Miami. A decisão incluiu ordem de recolhimento do passaporte, bloqueio de cartões de embarque e comunicação às autoridades fronteiriças.Em 30 de dezembro, a embaixada do Brasil em Washington entregou ao Departamento de Estado americano o pedido formal de extradição, encaminhado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública a pedido do STF. Não havia prazo para análise da solicitação.Ainda foragido, Ramagem prestou depoimento por videoconferência ao STF em fevereiro de 2026, na retomada do processo sobre os crimes de 8 de janeiro. Na ocasião, negou ter usado o programa de monitoramento First Mile para espionar adversários de Bolsonaro e afirmou que tudo foi "armado" contra ele. Em março de 2026, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou formalmente ao STF a condenação de Ramagem pelos ataques de 8 de janeiro. O processo está sob relatoria de Moraes e seria analisado pela Primeira Turma, ainda sem data definida para o julgamento.
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