
Paulo Henrique Rodrigues Pereira é nomeado como ministro do Empreendedorismo
Divulgação Governo federal
Paulo Henrique Rodrigues Pereira foi nomeado como novo ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. A informação foi publicada nesta quarta-feira (22) no Diário Oficial da União (DOU). A escolha do novo ministro ocorre após a exoneração de Tadeu Alencar, que havia assumido a pasta há somente 18 dias.
Paulo Henrique Rodrigues Pereira é professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e foi secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública na gestão do então ministro Ricardo Lewandowski. Ele entra no posto depois da exoneração de Tadeu Alencar, que havia assumido a pasta há poucos dias.
Na terça (21), no entanto, Alencar anunciou em suas redes sociais ter desistido de ser ministro. Procurador da Fazenda Nacional, ele disse que o posto é uma "honra para qualquer servidor público de carreira", mas que gerou "tensões indesejadas" em seu partido, o PSB. A exoneração "a pedido" de Alencar foi publicada na mesma edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira.
O novo ministro Paulo Henrique também é filiado ao PSB e ligado ao prefeito de Recife, João Campos, pré-candidato a governador de Pernambuco.
Os atos foram assinados pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), no exercício da Presidência, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava em viagem à Europa nos últimos dias.

Tadeu Alencar (PSB) deixou ministério após 18 dias de ter assumido pasta
Tensão política
Apenas 18 dias após ser nomeado, Tadeu Alencar (PSB) desistiu de ser ministro do Empreendedorismo, Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, conforme anunciou em suas redes sociais. Procurador da Fazenda Nacional, ele salientou que o posto é uma "honra para qualquer servidor público de carreira", mas que gerou "tensões indesejadas" no seu partido.
É indispensável que o governo, desde logo, possa gastar a sua energia para continuar melhorando a vida da população, com inclusão e combate às desigualdades. Desta forma, conquanto se cuide de prerrogativa do Chefe do Poder Executivo, mas também espaço de indicação partidária, não me sinto à vontade para seguir à frente da pasta, sabendo que tal continuidade, por motivos alheios à minha vontade e à minha pessoa, alimenta tais tensões', escreveu.
O ex-ministro enfatizou que não reivindicou, articulou ou angariou apoios para a nomeação. "Com responsabilidade com o governo do qual fazemos parte, busca-se unidade e pacificação."
Antes de ser promovido, ele era secretário-executivo do Ministério. Com a saída de vários titulares, muitos dos números 2 subiram. "Precisamos, rapidamente, superar divergências e começar a trabalhar em favor do Brasil."
Com Estadão Conteúdo
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