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Presidente do STF repudia pedido de indiciamento de ministros em CPI

Ministro Luiz Edson Fachin disse que desvios de finalidade da CPI "enfraquecem os pilares democráticos"

Da redação
DA REDAÇÃO

14/04/2026 • 19:35 • Atualizado em 14/04/2026 • 19:35

Edson Fachin, ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal

Edson Fachin, ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Edson Fachin, repudiou a inclusão e pedido de indiciamento do nome dos ministros da Suprema Corte Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, no relatório final da Comissão Mista de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O relatório final foi rejeitado por seis votos contra e quatro a favor.

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A Presidência do Supremo Tribunal Federal repudia de forma enfática a indevida inclusão e o alegado envolvimento dos Ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, indevidamente mencionados no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Crime Organizado, no Senado Federal.

Em nota, Fachin diz que a Presidência do STF reconhece que é uma garantia fundamental da democracia o exercício das CPIs como instrumento de fiscalização e controle pelo Poder Legislativo e da sociedade, no entanto, criticou a decisão.

“Desvios de finalidade temática dessas Comissões, todavia, enfraquecem os pilares democráticos e ameaçam os direitos fundamentais de qualquer cidadão. Ninguém está acima da lei, e os direitos fundamentais prescritos na Constituição devem ser integralmente observados. A independência do Poder Legislativo deve ser preservada na apuração de fatos, sempre com responsabilidade e pertinência”, afirmou.

Por fim, Fachin declarou que a Presidência do STF "se solidariza com os colegas Ministros mencionados no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Crime Organizado."

Relatório rejetado

O relatório final da CPI do Crime Organizado foi rejeitado no Senado, na noite desta terça-feira (14). Foram seis votos contra e quatro a favor do texto final do relator, Alessandro Vieira (MDB), que pedia o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em uma manobra para rejeitar o relatório, três dos 11 membros titulares foram trocados horas antes da votação. Os senadores Sergio Moro (PL) e Marcos do Val (Avante) foram substituídos por Beto Faro (PT) e Teresa Leitão (PT).

Vieira citava no relatório os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes por supostos crimes de responsabilidade por condutas consideradas incompatíveis com o exercício das funções, como suspeição em julgamentos, conflitos de interesse e decisões que teriam impactado investigações no caso Master.

O texto do relator citava ainda o procurador-geral da República, Paulo Gonet, como acusado de omissão diante de indícios considerados relevantes.