
Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A Direção Nacional da Rede Sustentabilidade divulgou nesta quarta-feira (8) uma nota manifestando “indignação e perplexidade” diante das recentes declarações da ex-ministra Marina Silva sobre sua permanência na legenda.
A cúpula partidária acusa o grupo político de Marina de utilizar práticas de lawfare – o uso abusivo do sistema jurídico para disputas políticas – e nega qualquer tentativa de expulsão ou cerceamento da liderança dentro da estrutura da sigla.
O posicionamento ocorre em um momento de alta tensão interna. A direção eleita afirma que a ex-ministra do Meio Ambiente tem se recusado a dialogar com as instâncias partidárias, enquanto mantém uma postura de confronto contra as decisões coletivas tomadas no congresso nacional do partido.
Segundo o partido, o grupo ligado a pré-candidata ao Senado por São Paulo promoveu centenas de ações judiciais na tentativa de anular decisões internas e bloquear as contas da legenda. A direção classifica essa estratégia como uma tentativa de paralisar o partido por vias externas, em vez de enfrentar os debates nos fóruns estatutários adequados.
“Não atender pretensões pessoais de uma liderança não é autoritarismo. É compromisso com a vida democrática interna. Democracia exige respeito às decisões coletivas, e não o direito de uma minoria de paralisar o partido, judicializar impasses políticos ou tentar bloquear suas contas", diz a legenda
Apesar dos conflitos internos, a direção da Rede disse estar "firme no apoio" à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e na defesa da candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.
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