
Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência
Adriano Machado/Reuters
O secretário nacional de Comunicação do PT e coordenador de campanha do presidente Lula, Eden Valadares, declarou à reportagem que vai mostrar para a sociedade brasileira que o aplauso de Flávio Bolsonaro a sanções estrangeiras pavimentou o caminho para “esse ataque à economia e empregos”.
Em conversa com a reportagem da Band, Eden Valadares pontuou que o senador e pré-candidato à Presidência da República “bateu palma para os Estados Unidos interferirem na Segurança Pública”.
“Hoje, o governo Trump responde com um tarifaço de 25% e possível ataque ao Pix. O país agora se pergunta: até onde a família Bolsonaro é capaz de agir contra o Brasil para atender seus próprios interesses?”, questionou o secretário nacional de Comunicação do PT.
EUA propõem novo tarifaço ao Brasil
Dias após a visita do senador Flávio Bolsonaro ao presidente dos EUA, Donald Trump, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) divulgou recomendações para a Casa Branca taxar em até 25% uma lista de produtos brasileiros.
O texto publicado nesta segunda-feira (1º) cita "atos onerosos" brasileiros relacionados ao "comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas injustas e preferenciais; aplicação das leis anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal" como justificativas para enquadrar Brasília nas sanções da Lei de Comércio americana.
O órgão, porém, lista diversos produtos que estariam fora das sanções, como carne bovina, café, diversas frutas e verduras, além de minerais e metais como carvão, cobalto, níquel e alumínio.
A decisão é tomada no contexto de uma decisão judicial que proibiu Trump de aplicar seu "tarifaço" de forma indiscriminada. Uma tarifa global de 10% é atualmente imposta contra o Brasil e diversos países. A sanção não é automática e depende do aval da Casa Branca.
*Com DW.
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