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Desemprego foi a recompensa por sua dedicação aos esportes

O público que lotava o Estádio de Helsinque, nos Jogos Olímpicos de 1952, aplaudiu calorosamente o brasileiro Adhemar Ferreira da Silva naquela tarde.

Por Redação
REDAÇÃO

12/02/2026 • 14:28 • Atualizado em 12/02/2026 • 14:28

Milton Parron
Adhemar Ferreira da Silva

Adhemar Ferreira da Silva

Blog do Milton Parron

Adhemar acabava de receber a Medalha de Ouro do salto triplo, depois de quebrar o recorde da modalidade quatro vezes naquela mesma tarde. Adhemar repetiu o feito quatro anos depois, em Melbourne. Ao encerrar a carreira de atleta dedicou-se aos estudos fazendo quatro cursos na faculdade e, de quebra, aprendeu cinco idiomas credenciando-se a atuar como adido cultural do Brasil na Nigéria. Das 5 estrelas bordadas sobre o distintivo do São Paulo FC, duas delas são em homenagem as conquistas de Adhemar Ferreira da Silva. Ele era funcionário da prefeitura de São Paulo quando teve de ausentar-se para disputar uma competição importante representando o Brasil no Chile e, ao retornar, uma terrível surpresa o aguardava:

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O prefeito de São Paulo, autor dessa desajustada ordem acompanhada da infeliz expressão de que repartição pública não tinha espaço para vagabundos, era Jânio da Silva Quadros. Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão olímpico do salto triplo, recordista mundial na modalidade, morava no bairro da Casa Verde e faleceu em 2001 aos 70 anos de idade.

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