O advogado José Eduardo Junqueira, que representa o atacante Dudu na ação movida pela presidente do Palmeiras, Leila Pereira, por ofensas misóginas realizadas contra a cartola alviverde, concedeu uma entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes.
Nesta sexta, o atleta foi julgado e condenado a seis jogos de suspensão e pagamento de multa de R$ 90 mil. Com a decisão Dudu deve perder o confronto contra seu ex-clube, já que Palmeiras e Atlético Mineiro se enfrentam às 17 horas, no próximo domingo (18).
De acordo com Junqueira, a defesa de Dudu recebeu com surpresa o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que enquadrou o atleta no Artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
"Entendermos que, numa análise técnica, não há enquadramento legal entre as condutas protagonizadas pelo atacante Dudu, em desfavor da ilustre presidente Leila Pereira, sejam compatíveis com a conduta infracional de misoginia", afirmou.
"Socialmente, as manifestação do Dudu podem ter sido ríspidas, mas não são suficientemente fortes ao ponto de serem tidas como discriminatórias pela figura de mulher pela presidente do Palmeiras. Entendemos que houve um peso elevado", completou.
Para que Dudu possa entrar em campo do Allianz Parque, no próximo fim de semana, e estar disponível para ser relacionado pelo técnico Cuca, a defesa de Dudu confirmou que irá ingressar com um recurso da decisão, e consequentemente solicitar um efeito suspensivo para liberar o camisa 92 para o jogo.
"A defesa tem um prazo legal de 3 dias para interpor recurso. Nós estamos, até amanhã, na tentativa de interpor esse recurso com pedido de efeito suspensivo para que o atleta esteja apto a participar das próximas partidas", pontuou.
José Eduardo argumentou que o conflito entre Dudu e Leila deveria ser tratado na Justiça do Trabalho, e não na Desportiva, uma vez que seria uma relação de empregado e empregador.
"Temos um enfrentamento. A origem do conflito é a expectativa do Dudu de ter o seu contrato cumprido com o Palmeiras até o termo final. A presidente Leila Pereira entendia uma vantajosidade numa transferência antecipada do atleta para viabilizar um recebimento a título de recebimento de multa. Estamos num âmbito de um conflito de um empregado de um lado e a representante legal do empregador do outro", disse.
"Me parece uma conduta hostil muito mais próxima daquilo que foi promovido pelo atleta Dudu do que a conduta de misoginia. Ele se refere a presidente com uma expressão chula, de baixo calão, mas que não tem relação nenhuma com a relação de mulher da presidente. [...] Os termos são sempre fortes e ríspidos, ajuda a demonstrar que não há linha de preconceito e discriminação. Até na hora das ofensas, há paridade entre eles", completou.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

