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Camilo Santana é cotado para vaga de Jaques Wagner na liderança no Senado

Enquanto o senador baiano resiste no cargo citando solidariedade de Lula, Planalto articula transição e PF pede prisão de delator.

Da redação
DA REDAÇÃO

22/06/2026 • 09:15 • Atualizado em 22/06/2026 • 09:15

Camilo Santana

Camilo Santana

José Cruz/Agência Brasil

A crise em torno da liderança do governo no Senado Federal ganhou novos contornos políticos e jurídicos nas últimas horas. Diante do desgaste provocado pela operação da Polícia Federal realizada na última quinta-feira contra o senador Jaques Wagner, a engrenagem do Palácio do Planalto já começou a se movimentar para uma eventual substituição do parlamentar baiano.

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Internamente, o nome que desponta com mais força para assumir o posto de articulação política na Casa Legislativa é o do senador e ex-ministro da Educação, Camilo Santana.

A articulação de bastidores ocorre de forma paralela à forte resistência pública oferecida por Jaques Wagner. Em pronunciamento oficial, o senador rechaçou a possibilidade de abdicar voluntariamente de suas funções no parlamento e garantiu que sua permanência à frente da liderança governista segue mantida.

Como argumento de defesa, o parlamentar ressaltou a relação histórica e de mútua confiança que possui com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, revelando ter recebido um telefonema de solidariedade por parte do chefe do Executivo logo após a ação policial.

Embora o presidente Lula já tenha conversado com Wagner por telefone, uma audiência presencial entre ambos está agendada para esta semana em Brasília. A expectativa de interlocutores e de líderes da base governista é de que a destituição ou o afastamento do parlamentar seja selado de comum acordo, de modo a mitigar os impactos da crise ética na base aliada do Senado.

No campo judicial, o processo também apresenta desdobramentos significativos. Após a rejeição formal da proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, tanto a Polícia Federal quanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) passaram a defender abertamente o retorno do empresário ao sistema penitenciário da Papuda.

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