O Corinthians navega por uma semana de contrastes, marcada pela incerteza sobre o futuro de sua principal estrela, Memphis Depay, e pela crescente consolidação do trabalho do técnico Fernando Diniz, que tem surpreendido por sua abordagem pragmática.
Fora de campo, a situação de Memphis Depay parece se aproximar de um desfecho. O jogador está fora do confronto contra o Peñarol, pela Libertadores, e sua renovação contratual é vista como inviável.
A diretoria corintiana deixou claro que só manterá o atleta se uma empresa parceira arcar com 100% de seus custos, já que o orçamento do clube não comporta seu salário.
Paralelamente, o Corinthians correu para quitar uma dívida de mais de 40 milhões de reais pela compra de Rodrigo Garro, recorrendo a um empréstimo para evitar uma punição da Fifa.
Enquanto a novela de Memphis se desenrola, o time de Fernando Diniz mostra resultados em campo, especialmente no setor defensivo. A equipe completou seis jogos sem sofrer gols, uma marca que reflete uma mudança de postura do treinador.
Analistas apontam que Diniz adotou uma "humildade" tática, abdicando do jogo de posse de bola característico para focar na solidez defensiva e na busca por resultados, mesmo em situações adversas, como quando atuou com um jogador a menos contra Palmeiras e Vasco.
A segurança defensiva tem como um de seus pilares o jovem goleiro Kauê, que assumiu a titularidade e tem transmitido confiança. No meio-campo, a ausência de Memphis abriu espaço para o crescimento de Rodrigo Garro, que se tornou o principal articulador da equipe, com cinco assistências em cinco jogos.
O momento do Corinthians, portanto, é de reconstrução, com novas lideranças técnicas surgindo em meio a decisões financeiras cruciais para o futuro do clube.
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